Apan/Blumenau faz campanha contra o racismo na estreia da Superliga

Na última quarta-feira, a Apan/Blumenau entrou em quadra diante do EMS Taubaté/Funvic, no ginásio Abaeté, para a sua estreia na Superliga 2019/2020. Na camisa do clube catarinense chamou a atenção uma logomarca estilizada em preto e branco com os dizeres: ‘O respeito vira o jogo. Apan contra o racismo’. Uma campanha sempre necessária, ainda mais após novo caso ocorrido recentemente no esporte. 

No dia 19 de outubro, o Itambé/Minas enfrentava o Dentil/Praia Clube, pelo Desafio Rio-Minas, no ginásio Unifemm, em Sete Lagoas. A partida teve transmissão ao vivo pelo facebook e um ‘torcedor’ enviou uma mensagem racista direcionada ao norte-americano Deja McClendon, do Minas. Outros internautas ficaram indignados, assim como a comunidade do voleibol, sendo que o clube já entrou com as medidas cabíveis. 

Infelizmente esse caso não é isolado, pois é só lembrarmos o que ocorreu com o oposto Wallace em 2012, quando atuava pelo Sada/Cruzeiro e ouviu gritos racistas vindo de uma ‘torcedora’ do Minas durante um clássico. Em um país como o Brasil, as punições a situações como essas são brandas e acabam sendo esquecidas ou ‘deixadas de lado’ após um certo período. 

Campanhas como da Apan/Blumenau são válidas e são sempre bem vindas, mas acima de tudo elas ajudam a lembrar que nosso país precisa entender que o racismo existe (velado ou explícito) e está enraizado, sendo necessária uma conversa aberta e pública a respeito do assunto. 

“Somos um time de apaixonados. Carregamos no peito o coração da nossa torcida. Não temos medo, não sentimos dor. Doamos cada gota de suor com orgulho. Temos o mesmo sangue! Dentro e fora da quadra. Quebramos barreiras, preconceitos, injustiças. Porque o respeito vira o jogo”, diz a nota referente a campanha idealizada pela Apan/Blumenau. 

foto: Divulgação

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