Único representante gaúcho, APAV Vôlei seguirá busca por novos parceiros

Depois de uma forte campanha para salvar o voleibol gaúcho, a APAV Vôlei conseguiu, principalmente, com apoio do Banrisul, viabilizar sua participação na Superliga B. Entretanto, o pouco tempo entre montar a equipe, treinar e iniciar a competição fizeram o time treinado por Marcelinho Ramos perder as nove partidas que fez no torneio, terminando na última colocação. 

“Investimos na gurizada oriunda das categorias de base do nosso estado e em alguns mais experientes, mas não em campeonatos profissionais. Começamos a treinar só em janeiro, sem tempo para a comissão técnica colocar em prática tudo o que deveria. Mas a equipe se doou sempre e tentou de todas as maneiras”, analisou o gestor e coordenador técnico do clube, Gustavo Endres. 

Única representante do Rio Grande do Sul no cenário do voleibol nacional, a APAV Vôlei correu contra o tempo e alcançou o objetivo de estar em quadra para representar o estado na Superliga B. Apesar dos resultados em quadra, fora dela, o que se viu foram boa presença de público no ginásio La Salle, além de transmissões pela internet. 

“Não tivemos tempo para evoluir de maneira correta. E acabou que não obtivemos nenhuma vitória. Porém, conseguimos manter o vôlei gaúcho em atividade. Tivemos cinco transmissões pela internet, o que foi muito legal. Não era o resultado que esperávamos, mas sabíamos que poderia acontecer por todos esses fatores”, comentou Gustavo. 

Com a última colocação, a APAV Vôlei acabou rebaixada para a Superliga C, porém a equipe gaúcha poderá permanecer na competição, caso ocorrera alguma desistência dos atuais participantes da Superliga B.. O certo é que a diretoria seguirá na busca por novos parceiros buscando mais investimentos na construção de um elenco competitivo e em condições de disputar as competições nacionais. 

“Seguimos em frente e temos um projeto para dar continuidade. Vamos ter que disputar esse torneio em meados de setembro e outubro. Portanto, em julho e agosto já precisamos formar um time para ter tempo de treinamento. Então, vamos correr atrás de mais parceiros para fortalecer”, projetou o campeão olímpico. 

“A cada ano que passa a Superliga fica mais equilibrada e em 2019 foi a mais parelha. Talvez o formato pudesse ser de turno e returno. Tínhamos margem para crescer tecnicamente, mas devido ao curto tempo da competição, a gente não teve essa oportunidade”, afirmou o técnico Marcelinho Ramos. 

foto: Persio Ciulla/Divulgação APAV

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