(Campeonato Mundial) Brasil perde para a Polônia na decisão e fica com o vice

Em sua quinta final consecutiva de Campeonato Mundial, a Seleção Brasileira acabou superada pela Polônia por 3 sets a 0, parciais de 26/28, 20/25 e 23/25, em Turim, na Itália. Com uma campanha de dez vitórias em 12 jogos, a equipe comandada por Renan Dal Zotto ficou com a medalha de prata, repetindo assim a sua colocação em 2014, quando também perdeu na decisão para os poloneses. 

O Brasil saiu na frente no erro de saque do adversário. Na sequência, abriu dois de vantagem em 5 a 3. A Polônia reagiu e virou o set em 6 a 5. No primeiro tempo técnico, a seleção polonesa manteve os dois de frente (8 a 6). Lucão colocou a seleção brasileira encostada no marcador em 7 a 8. Wallace pontuava bem e o Brasil não deixava o adversário abrir vantagem: 11 a 12. Quando os poloneses chegaram a 14 a 11, Renan pediu tempo. A diferença no placar foi a três pontos em 16 a 13. A vantagem polonesa esteve em quatro em 18 a 14. O Brasil reduziu a diferença para dois em 16 a 18. A Polônia voltou a abrir vantagem em 20 a 16. No ace de Lipe, o Brasil aproximou no placar (19 a 21) e foi a vez do técnico da seleção polonesa pedir tempo. Na volta, mais um ponto de saque de Lipe e 20 a 21. No bloqueio de Lucão, o Brasil encostou novamente (22 a 23). Evandro deixou tudo igual em 23 a 23. Douglas fez 25 a 25. Lucão, 26 a 26. E a Polônia fechou em 28 a 26. 

O adversário da seleção brasileira começou melhor no segundo set, fazendo 3 a 1. No bloqueio, a Polônia marcou 5 a 2. A vantagem polonesa se manteve em três em 7 a 4 e aumentou em 8 a 4. Douglas, em um super ataque pela entrada de rede, fez 6 a 9. No bloqueio de Bruninho, 7 a 9. Depois de boa defesa de Maique, Wallace colocou o Brasil encostado no placar: 10 a 11. A Polônia voltou a abrir vantagem (13 a 10) e manteve em 16 a 13. Lucão fez 15 a 17. No ace do adversário, o Brasil viu o placar ir para 16 a 20 e Renan pediu tempo. O placar ainda foi a 17 a 22 e o técnico da seleção brasileira pediu tempo novamente. Douglas pontuou e o Brasil marcou 19 a 22. A Polônia, então, fechou em 25 a 20. 

Com Kurek pontuando bem, a seleção polonesa chegou a quatro de vantagem logo no início da terceira parcial: 7 a 3. Renan pediu tempo. Com dois bloqueios seguidos, o adversário chegou a 9 a 3. Wallace na entrada de rede marcou 7 a 12. A Polônia chegou a ter seis pontos de vantagem em 15 a 9 e manteve a diferença no tempo técnico: 16 a 10. Douglas reduziu a diferença em 12 a 16 e depois em 13 a 17. Evandro marcou 14/17. Evandro marcou 15 a 19. A diferença caiu para três pontos em 17 a 20. Com dois pontos seguidos de Evandro, o Brasil aproximou no marcador (20 a 22), forçando o adversário a pedir tempo. Na volta, mais um ponto do oposto: 21 a 22. Mas, a Polônia voltou a pontuar e fechou em 23 a 25. 

“A gente estudou muito esse time, aconteceu o que esperávamos. O jogo deles é baseado no Kurek e no Kubiak. Kurek é um jogador que vem tentando se firmar nos últimos anos, e nesse ano foi merecidamente escolhido o melhor da competição. É uma referência, pegando bolas altas, jogando solto, é o grande oposto do mundo, hoje. E Kubiak um jogador espetacular, um estilo parecido com o Ngapeth, mas pegando bolas um pouco mais baixas. Ele constrói o jogo. A Polônia joga baseada nesses dois pilares. Eles estiveram muito bem. Em alguns momentos nosso saque entrou bem e eles conseguiram segurar, souberam contornar e foram muito eficientes. Nos preparamos, estudamos, mas infelizmente não foi suficiente", avaliou o técnico Renan Dal Zotto. 

“Esse é um grupo que nunca desistiu. Foram tantas batalhas, tantas guerras, ao final agradeci muito ao Lipe, um exemplo de superação. Atletas como Evandro, William, jogadores que mesmo estando no banco, sempre deram o máximo, nunca ‘tiraram o pé’. Caras que são inspiração, e torço para que isso siga. Fica a sensação de um time muito unido e que jamais desistiu. Agora vamos pensar para frente, nosso vôlei continua entre os melhores”, disse o levantador Bruno. 

Equipes:

Brasil: Bruno, Wallace, Maurício Souza, Lucão, Lipe, Douglas e Thales (líbero)
entraram: Maique, Evandro, William, Isac e Lucas Lóh
técnico: Renan Dal Zotto

Polônia: Drzyzga, Kurek, Szalpuk, Nowakowski, Kubiak, Bieniek e Zatorski (líbero)
entraram: Kochanowski, Konarski e Lomacz
técnico: Vital Heynen

foto: Getty Image/FIVB

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