Com projeto consolidado, JF Vôlei deve priorizar base e buscar equilíbrio financeiro

Independente do rebaixamento na Superliga, a temporada 2017/2018 não foi de toda ruim. É assim que pensa a diretoria do JF Vôlei, que viu mais um período de aprendizado e de consolidação do projeto. Em entrevista ao jornal Tribuna de Minas, o diretor-técnico Maurício Bara falou sobre essa mudança de patamar (disputará a Superliga B) e de quais são os próximos passos da equipe. 

“Tenho quase a certeza de que a comunidade esportiva entendeu todo o processo, que o rebaixamento não é o fim do mundo e que fizemos tudo o que podíamos, ou até mais um pouco. Os resultados não vieram em quadra, mas a equipe competiu, fez sets duros. Tudo isso dá muita força para a gente. E se nos últimos anos falava, nesse momento, em 10% de chances de ter uma equipe, hoje já afirmo que possuímos de 60% a 70%. Estou confiante que vamos cravar ao menos parte das leis de incentivo e andar firme para jogar a Superliga B”, afirmou Maurício Bara. 

No final de abril, a diretoria do JF Vôlei mostrou o balanço financeiro da temporada 2017/2018, com um déficit de quase R$ 50 mil, algo que não pode ser considerado ideal, mas que é um valor bem melhor do que o apresentado em anos anteriores. Com o objetivo de manter os atuais patrocinadores e de viabilizar leis de incentivo federais e estaduais, o objetivo é ter as contas equilibradas. 

“É nosso objetivo primordial estar com as coisas pelo menos zeradas. Não podemos trabalhar no débito dos últimos anos, e nesse ano conseguimos mostrar para vocês essa dívida, que no ano passado foi maior. Temos muito critério para pensar a próxima temporada e não iremos gastar um centavo a mais do que arrecadarmos. Trabalhamos com isso, mas você é atropelado por algumas situações que acontecem em momentos não adequados. E vamos buscar aumentar a arrecadação, com muita fé nas leis de incentivo. Sem elas seria inviável a Superliga B. Mas esperamos trazer novidades nas próximas semanas”, anunciou Bara. 

Mesmo com a próxima edição da Superliga B sendo projetada para janeiro de 2019, a intenção da diretoria do JF Vôlei é montar o time em julho ou agosto, já pensando no Campeonato Mineiro, sendo que o Mundial de seleções (em setembro) pode mudar um pouco o calendário dos clubes. Entretanto, a prioridade é o aproveitamento da base, com destaque para os atletas oriundos do Colégio Bom Pastor, além de tentar manter a parceria com o Sada/Cruzeiro. 

“Queremos trazer atletas, mas crescer com jogadores que saíram da nossa base e estão soltos pelo país. Casos do Tárik, levantador que jogou a Superliga B por Monte Cristo, o Pedro, ponteiro que estava no São José, além do próprio Diego, central, que está na cidade e mostrou interesse em atuar pela equipe, um cara já mais experiente (...) Se não houvesse essa parceria (com o Sada/Cruzeiro) nos últimos dois anos, seria inviável financeiramente ter um time. Sou eternamente agradecido às pessoas do Sada/Cruzeiro que confiaram em nosso projeto. Agora tenho que ouvir deles se interessa ou não a sequência na Superliga B. Vou entender perfeitamente se me disserem que preferem buscar parceria com um time da Superliga A”, finalizou. 

foto: Divulgação

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