Vídeo Check só será viável com pressão dos clubes e investimento da CBV

No último sábado quem acompanhou a partida entre Lebes Canoas e Sesc-RJ viu que o final da partida foi definido em um lance polêmico que poderia ter sido evitado caso o sistema de vídeo check estivesse em vigor. Entretanto, a presença desse material nas partidas da Superliga não é algo tão simples e mexe, e muito, numa questão que incomoda clubes e CBV, no caso, DINHEIRO.

Voltando no tempo, vale lembrar que após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, se iniciou uma conversa sobre a possibilidade de se ter o vídeo check na Superliga 2016/2017. A CBV se mostrou adepta a instalação, porém empurrou para os clubes o investimento e apenas aqueles com maior orçamento se mostraram dispostos a arcar com o montante. O campeonato rolou, polêmicas ocorreram, e não de concreto foi adiante.

Antes da Superliga 2017/2018 uma nova conversa sobre o assunto ocorreu entre representantes dos clubes e diretoria da CBV, sendo que o presidente do Sada/Cruzeiro, Vitorio Mediolli chegou a ir até a Itália para verificar como funciona o sistema no principal campeonato de clubes, e voltou com orçamento e, até mesmo, uma possibilidade de investir, mas novamente a ideia não foi para frente devido a falta de união dos clubes.

Agora, o ocorrido entre Lebes Canoas e Sesc-RJ não é o primeiro e não será o último. Tem gente que culpo o ponteiro João Rafael por não se acusar, mas vamos lembrar isso não é obrigação do atleta, independente de ser certo ou errado. Outros culpam a arbitragem, porém a velocidade, principalmente em um jogo masculino, vira absurdo para acompanhar certos lances em milésimos de segundos. Pra finalizar, é obvio que os clubes prejudicados vão reclamar, mas não existe uma união nesta questão porque na hora decisiva é cada um puxando a corda para o seu lado.

Aliás, alguém ai lembra da Associação dos Clubes de Vôlei (ACV). Quem sabe o motivo desse esquecimento não está justamente na falta de união entre os mesmos. E a CBV? Será que com os patrocínios que ingressam através da entidade não se poderia investir no vídeo check. A venda dos naming rights da Superliga para a Cimed mostra que o produto pode ser comercializado, mas quando maior a qualidade do mesmo, mas investimentos são previstos. Correto?

foto: FIVB/Divulgação

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