terça-feira, 15 de agosto de 2017

Jogo da Taça Ouro é estopim que CBV precisa conter com transparência

Durante três dias o ginásio Oscar Zelaya, no Rio de Janeiro, recebeu a edição 2017 da Taça Ouro, que deu ao campeão o direto de disputar a Superliga 2017/2018. O que se viu, ou melhor, o que não se viu (já que nenhuma emissora e nenhum canal da internet, inclusive da CBV, fez a transmissão) foram jogos bem disputados, mas com clima de estádio de futebol, que pode ser analisado tanto do lado bom quanto para o ruim. 

No quesito positivo ver a arquibancada lotada na grande maioria das partidas é muito bom e um dos fatores para que isso tenha acontecido foi o apelo do Botafogo junto a sua torcida, que compareceu em bom número. Além disso, Corinthians/Guarulhos e Botafogo, grandes clubes do futebol, fizeram um duelo muito disputado em quadra e sem nenhuma ocorrência, algo que deve ser valorizado.

No lado negativo, a partida entre Caramuru/Castro e Botafogo, ocorrida no sábado passado, é pra deixar qualquer um preocupado, principalmente com os relatos de que ameaças foram feitas a membros da equipe paranaense e que objetos, como copos de cerveja, foram atirados na equipe visitante. Alguns jogadores ficaram receosos de atuar na partida seguinte, no caso contra o Rádio Clube/AVP, algo que acabou ocorrendo.

O Espaço do Vôlei conversou com pessoas ligadas ao Botafogo e ao Caramuru/Castro, sendo que não estamos aqui para apontar culpados ou inocentes. Acreditamos que, neste momento, a Confederação Brasileira de Vôlei precisa tomar uma atitude para conter esse tipo de situação, pois da falta de respeito em quadra para a violência, a linha é muito tênue.

A CBV vem pregando constantemente a ideia de transparência nesta gestão e nada melhor do que investir em tecnologia para evitar esse tipo de acontecimento. Uma partida transmitida na televisão ou na internet serve também para afugentar os valentões e para punir quem estiver fora dos padrões estabelecidos de boa conduta do esporte e de civilidade em um ginásio.

foto: Divulgação

5 comentários:

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  2. Acredito que a propria competição já é estopim para varias críticas. Primeiro......para ingressar na elite do voleibol bastaram 3 jogos???? Isso foi suficientes??? Mas e a Superliga B que se estende por alguns meses, tem custos variados e altos, jogos de ida e volta para as equipes e apenas uma subir para a elite.????. Já não sei dizer para que serve a taça ouro ou prata, e se é bom negocio. No entanto CBV poderia melhorar isso dando mais ênfase e valorizando a Superliga B. Assim estaria valorizando também clubes e atletas que dela participam. Não deixando equipes montadas de ultima hora, com CNPJ de equipes extintas para poder entrar no que poderia até ser chamado de tapetão. Comentei e opinei.

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  3. Botafogo é especial na CBV.

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