terça-feira, 22 de agosto de 2017

Certidão negativa, dívidas e a indisposição de clubes e jogadores

A temporada 2017/2018 já começou para vários clubes, seja em quadra ou fora dela através de contratações, treinamentos ou partidas oficiais. Entretanto, para muitos, o voleibol nacional só começa com a Superliga, que deve iniciar no final de outubro com a presença de 12 clubes. Porém, resquícios da temporada passada ainda mexem com os bastidores de alguns times, de atletas e com a CBV.

Segundo o regulamento da Superliga, os clubes precisam apresentar certidão negativa de dívidas junto a sua respectiva federação, porém isso é apenas uma segurança para as entidades, enquanto alguns jogadores podem ficar com salários atrasados e a equipe seguir com seus compromissos normalmente. Neste caso, as duas partes demoram a chegar a um acordo, ainda mais pela ausência da justiça, devido a um ‘simbolismo’ existente do meio do esporte.

Aqui vamos explicar esse simbolismo. Um jogador tem dois meses de salários atrasados, mas não entra na justiça contra o clube, pois tem receio de se ‘queimar’ no mercado, ou seja, não conseguir outro time, devido ao litígio legal. No voleibol é raro vermos um atleta ingressar judicialmente, porém não existe nada de errado em se exigir seus direitos. Por outro lado, alguns clubes ignoram esse fato e seguem suas vidas sem que nada tivesse ocorrido.

O Espaço do Vôlei entende que o regulador dessa situação teria que ser a CBV, porém com o aval e o auxilio da Comissão dos Atletas, que precisa ‘brigar’ pelos jogadores, sem que os mesmo sofram represálias junto aos clubes. Cabe aqui, um questionamento? - Ter as contas zeradas da edição passada deveria ser obrigação para seguir ou ingressar na Superliga A ou B.

Agora para que isso aconteça, não adianta a mídia (e o Espaço do Vôlei abre aqui esse debate) pedir isso pelos jogadores. Os próprios atletas, que se sintam lesados ou aqueles que entendem a posição dos mesmos, deveriam, nem que fosse de forma anônima exigir da CBV e da Comissão de Atletas, uma posição a respeito, e um prazo para que isso se resolva.

Pelo lado do torcedor, tentem se colocar na posição do atleta, que trabalhou e não recebeu por isso. Já pelo lado dos clubes, todos sabem das dificuldades de se fazer esporte no Brasil, mas mídia negativa em relação a não pagamento de atletas é uma das piores situações para se conseguir patrocínio.

Em resumo, o Espaço do Vôlei fará seu papel e pede para os jogadores (que terão seus nomes preservados) relatarem através do nosso email (na aba contato) suas situações.

foto: Divulgação

Um comentário:

  1. E cadê a ACV ? Só serve pra reivindicar em prol dos amigos do seu presidente? Se tem time com dívida do ano passado esse time tem que ser revelado e pagar o que deve,caso contrário que se retire da superliga. A CBV é uma máfia,a ACV quer seguir o mesmo rumo?

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