domingo, 25 de junho de 2017

Após período no Bahrein, Nutti será o novo treinador da Seleção da Colômbia

Sidnei Luciano Papke, mais conhecido como Nutti, terá um grande desafio nesta temporada. Depois de um período no Bahrein, onde teve muito sucesso no comando do Dar Kuilav Club, o treinador aceitou assumir a Seleção da Colômbia, com a missão de montar uma equipe competitiva, em sua maioria de atletas Sub-23, e colocá-la em um espaço maior no cenário sul-americano e internacional.

“O convite surgiu através do presidente da Federação Colômbia, o Sr. Carlos Grisales, que gostou do trabalho que vinha sendo feito pelo Percy Oncken, e queria outro brasileiro no lugar (...) Eu estava no Bahrein, onde tive um grande sucesso no Dar Kuillav (campeão do principal torneio interclubes do Golfe Pérsico) e aceitei, mesmo tendo convite de treinar a seleção de lá, pois achei que o nível era melhor e também por ficar mais perto da família”, declarou Nutti, que já tem todo um planejamento montado.

“O primeiro campeonato que temos é a Copa Pan-Americana, que se inicia no dia 23 de julho, no Canadá, ou seja, temos pouco tempo. Essa semana estou em Cali acompanhando uma competição e faço a convocação no dia 30. Depois vamos para Bogotá e teremos 21 dias de treinamento. Na sequência temos o Sul-Americano, no Chile, e logo depois o Mundial Sub-23 que será no Egito (de 18 a 26 de agosto”, disse o novo treinador da seleção colombiana adulta e Sub-23.

Nutti, que passou um longo período como auxiliar-técnico de Bernardinho na Seleção Brasileira, teve várias experiências em sua primeira temporada como treinador principal. Além do Dar Kuilav Club, do Bahrein, ele esteve no comando do Copel Telecom/Maringá em parte da Superliga 2016/2017 e do Clube Jaó/Universo, na Superliga B.

“Eu tive uma experiência muito boa em Maringá, acho que foi um trabalho que tentei desenvolver da melhor forma possível. Tive tempo, tentei encaixar tudo que aprendi com a Seleção Brasileira e fiz um trabalho que esperava colher um grande retorno. Entretanto por alguns motivos, tivemos dificuldades com lesões, onde treinávamos dois dias e no restante da semana quatro ou cinco jogadores estavam quebrados. Agora sou muito agradecido ao Ricardinho por ter a primeira oportunidade como treinador em Maringá (...) Tive o convite de trabalhar na Superliga B, no Clube Jaó, onde a estrutura não era boa, mas tinha 14 jogadores que queriam alguma coisa. Treinamos em piso de cimento, mas mesmo assim todo muito querendo treinar e aprender, que acabou gerando um ótimo resultado. Sai do Jaó faltando um mês para as finais e o pessoal chegou a decisão No Bahrein eu tinha um grupo de jovens também, na faixa dos seus 23-25 anos, fizemos um mês de preparação para encarar o campeonato interclubes do Golfo Pérsico, e acabamos campeões. Foi bacana para mim, para todos no time e para a localidade onde o voleibol é o esporte mais praticado”, declarou Nutti, que espera uma evolução do voleibol local.

“Eu vou dirigir a seleção Sub-23 e a adulta masculina. Tenho que convocar 16 jogadores, sendo que desses 12 serão Sub-23 e quatro adultos, do jeito que gosto de trabalhar. Vou jogar todos os campeonatos com esse grupo. O Percy já vinha fomentando o voleibol e os jogadores evoluíram com o trabalho dele, mas ainda existe carência de competições. Temos uma etapa apenas, que começa neste final de semana aqui em Cali, e acho que podemos ter cinco etapas (uma por mês), começando em novembro, onde manteríamos os jogadores treinando e seria mais fácil de conseguir patrocínio. Nosso voleibol funcionava assim na década de 80 e passei isso para os dirigentes, pois seria um começo para depois pensarmos em uma Liga”, concluiu.

foto: Fernando Tanaka/Copel Telecom/Maringá

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