Após período na Europa, Alan volta ao Brasil para atuar no Montes Claros

Considerado um dos líberos mais talentosos da sua geração, Alan está de volta ao Brasil para defender o Montes Claros na temporada 2017/2018. Após duas temporadas no voleibol romeno, o que não falta é experiência ao jogador de 36 anos, que além de ter atuado em grandes clubes brasileiros, como Brasil Kirin, Ulbra e Cimed, esteve de 2007 a 2010 na Rússia, onde defendeu Dynamo Moscou e Belogorie Belgorod.

“É uma torcida que empurra o time. Tive a oportunidade de jogar contra, mas posso dizer que hoje tenho ela a meu favor. Do time montado para a temporada 2017/2018 posso dizer que é uma equipe mais experiente, que tem um pouco mais de bagagem. O time foi feito para chegar a semifinal da Superliga, mas sempre digo que o trabalho faz tudo e com isso podemos tentar chegar a esse objetivo”, declarou Alan, a respeito do que sabe sobre o Montes Claros Vôlei.

“Foram dois anos de muito aprendizado. Um campeonato que está em evolução, crescendo a cada ano. Meu primeiro ano foi muito bom, pois chegamos na final da Copa da Romênia, ficando com o vice e no quarto lugar no campeonato nacional (...) O segundo ano foi muito difícil, pois o time teve problemas financeiros e fiquei praticamente a temporada toda sem receber, mas foi um time que acolheu a mim e minha família muito bem”, declarou o líbero sobre as duas temporadas com a camisa do Stiinta Explorari Baia Mare.

Natural de Uberlândia, Alan já atuou profissionalmente em vários estados (RS, SC, PR, SP, RJ), mas só agora terá a oportunidade de vestir a camisa de um clube mineiro. Acostumado a grandes competições, o jogador entende que essa bagagem cria mais responsabilidade algo muito ligado ao currículo, mas também ao dia a dia do seu trabalho.

“Em 2007 fui contratado pelo Sada/Betim, mas tive uma proposta irrecusável da Rússia. Agora hoje vou ter o prazer em dizer que irei jogar no meu Estado e jogar o Campeonato Mineiro, que a cada ano fica mais forte (...) Se eu não me engano essa é minha 16ª edição de Superliga e fui campeão na temporada 2002/2003. Tenho orgulho de dizer que fui campeão russo, pelo Dynamo de Moscou. Dessa responsabilidade jamais irei fugir, pelo fato de ter disputado várias Superligas e ter jogado dois anos no voleibol russo. Isso cria sim uma responsabilidade porque o projeto de Montes Claros está em uma crescente e Andrey (Souza, gestor do projeto) foi quem depositou total confiança no meu trabalho e abriu as portas para eu poder voltar a jogar no meu país. A torcida pode esperar muito empenho e dedicação em todos os treinos e jogos”, afirmou Alan.

Além de todos os clubes que atuou Alan também vestiu por inúmeras vezes a camisa da Seleção Brasileira, tendo conquistado o ouro do Campeonato Mundial (Itália/2010), na Liga Mundial (Katowice/2007) e no Sul-Americano (Cabo Frio/2013). No retorno ao Brasil, e após a aposentadoria de Serginho (que dominou a posição por vários anos), ser lembrado por Renan Dal Zotto não deixa de ser uma meta.

“Todo jogador sonha em defender seu país, tive algumas oportunidades de poder defender a seleção. Meu objetivo hoje é poder estar 100%, fisicamente. Para poder representar Montes Claros e acredito que todo trabalho bem feito, tem sua recompensa. Essa é minha meta porque fui muito prejudicado com minha lesão no tendão de Aquiles (2009), mas trabalhando é que aparecem os resultados”, concluiu Alan.

foto: Deák László Photography

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