quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Obrigado Bernardinho

Ontem terminou um dos ciclos mais vitoriosos do esporte brasileiro e mundial quando a Confederação Brasileira de Vôlei informou que Bernardinho não seguirá no comando do time verde e amarelo masculino. Foram 16 anos e mais de 30 conquistas, com destaque para duas medalhas de ouro olímpicas (Atenas/2004 e Rio/2016), duas de prata (Pequim/2008 e Londres/2012), além de três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010) e inúmeras Ligas Mundiais.

Um currículo desses coloca Bernardinho como um dos maiores treinadores que o voleibol já viu e olha que o Brasil já nos brindou com Bebeto de Freitas. Exigente com o trabalho diário são poucos os jogadores que não evoluíram ao passarem pelas mãos dele. De treinos em um estacionamento, a maratonas no Centro de Desenvolvimento em Saquarema, os atletas sabiam que o sacrifício valeria a pena, e Valeu!

Bernardinho não apenas conquistou títulos, mas também formou gerações de atletas, ídolos e homens. Foram mais vitórias que derrotas, porém nos momentos mais difíceis é que víamos a importância do treinador e do ‘gestor de pessoas’. Mesmo em cada ciclo para uma Olimpíada, onde alguns jornalistas exigiam certos nomes (eu mesmo fiz isso), ele batia o pé em sua filosofia e no perfil que queria em seu grupo.

Com a sua saída, a Seleção Brasileira passará por um momento de incerteza, mesmo com o anuncio de Renan Dal Zotto, que chega respaldado por Bernardinho. Entretanto, substituir alguém multicampeão é um desafio muito grande e neste momento só podemos dar um voto de confiança.

Obrigado Bernardinho

Fernando Soares
editor do Espaço do Vôlei

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