sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Jogador, treinador e gestor. Veja um breve histórico de Renan Dal Zotto

Confirmado na última quarta-feira como o novo treinador da Seleção Brasileira, Renan Dal Zotto ingressa no cargo com a missão de substituir Bernardinho. Sem comparações, o gaúcho de 56 anos tem no currículo diversas conquistas, seja como jogador, técnico ou gestor de equipes. O Espaço do Vôlei faz um breve resumo da carreira desse profissional, que agora terá mais um desafio pela frente.

Gaúcho de São Leopoldo, Renan Dal Zotto iniciou sua carreira na Sogipa, clube tradicional de Porto Alegre e em 1975 foi campeão estadual. Ingressou nas seleções de base do Brasil aos 16 anos e lá ficou até os 29, tendo participado de três Olimpíadas e conquistado a medalha de prata em Los Angeles/1984. Com a ‘Geração de Prata’ esteve também em três mundiais, três pan-americanos e dois mundialitos.

Após passagens vitoriosas por Atlântica/Boavista (RJ), Sul Brasileiro (RS), Bradesco (RJ) e Pirelli (SP), Renan foi para a Itália, onde ficou de 1988 a 1993 e vestiu a camisa dos principais clubes do país, casos do Maxicono de Parma e do Messaggero de Ravenna, conquistando títulos nos campeonato italiano, europeu e mundial de clubes. Neste período foi eleito melhor jogador estrangeiro do Campeonato Italiano, melhor jogador da Supercoppa e agraciado com o Oscar do Vôlei.

Ao retornar da Itália na temporada 1993/1994, Renan Dal Zotto resolveu assumir o papel de treinador e passou a comandar o Palmeiras/Parmalat, conquistando o vice-campeonato da Superliga e o vice-campeonato Paulista. Na sequência passou por Frigorífico Chapecó (SC) e em 1997 foi para a Olympikus (RJ) onde ficou por dois anos. Após um período como dirigente da Unisul (SC), ele assume como treinador (no primeiro ano) e gestor da Cimed, equipe que foi tetracampeã brasileira. 

A última experiência como técnico foi pelo Sisley di Treviso, em 2008, quando foi campeão da Supercopa da Itália. Em 2013 foi convidado pela Confederação Brasileira de Vôlei para integrar o Comitê Gestor da Superliga, tendo o aval de nomes como Bernardinho e Radamés Lattari. Em 2014, assumiu o cargo de Diretor de Marketing, onde ficou até 2015, quando passou a ser o Diretor de Seleções da CBV. Saiu desta função logo após a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

“Antes de pensar em aceitar o convite conversei com ele (Bernardinho), que, além de ser um profissional de excelência máxima, é um amigo. Eu precisava da colaboração, do apoio e do parecer dele. E desde lá tento convencê-lo a continuar. O voleibol vem em um caminho muito bacana nas últimas décadas e não existe uma mudança de rota. Vamos tentar dar prosseguimento com grandes profissionais trabalhando e com uma grande estrutura por trás”, explicou Renan, ao falar sobre como projeta o futuro da Seleção Brasileira.

foto: CBV/Divulgação

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