segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

CBV projeta Taça Ouro e novo torneio pode modificar cenário nacional

De acordo com matéria do jornalista Daniel Ottoni, do jornal O Tempo, a Confederação Brasileira de Vôlei pretende criar a Taça Ouro, torneio previsto para acontecer em julho ou agosto, e que daria ao campeão uma vaga na Superliga 2017/2018. A informação surge em meio a disputa da Superliga B, segunda competição mais importante do país e que também concede ao campeão um lugar na elite.

A Taça Ouro teria como participantes os dois últimos colocados na Superliga 2016/2017, além de qualquer clube que queira ingressar na elite nacional, ou seja, não existiria mais a necessidade de um novo time ter que passar pela Superliga B. O torneio ainda não está oficializado pela CBV, mas já vem gerando certas discussões no meio do voleibol, já que sua criação modificaria o cenário atual da modalidade no país.

Vale lembrar que o Sesc-RJ tentou ingressar de forma direta na Superliga 2016/2017, mas os clubes não aceitaram, o que fez a CBV criar a Taça Prata, que serviu de trampolim para vários times aparecerem na Superliga B deste ano. Atualmente, os cariocas estão com 100% de aproveitamento e são apontados como favoritos a vaga na elite, enquanto na Superliga 2016/2017, o Caramuru/Castro, hoje lanterna, ainda não venceu na competição.

“Estamos percebendo que nem todos os times que sobem da Superliga B possuem condições de jogar na elite”, declarou o diretor de competições de quadra da CBV, Radamés Lattari, em entrevista ao jornal O Tempo.

A CBV não esconde que pretende aumentar o nível da principal competição do Brasil, porém essa medida pode acabar esvaziando a Superliga B, já que o principal interesse de se jogar essa competição é de chegar a elite. Com a Taça Ouro, qual será a motivação? Como ficam os clubes que tem contratos com os jogadores até abril e teriam que renovar por mais um período? E os jogadores que assinariam apenas por três meses para jogar o torneio?

Vamos aguardar e ver quais serão as medidas a serem tomadas e como o mercado vai se comportar com isso. 

foto: CBV/Divulgação

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