quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Bernardinho não fica e Renan Dal Zotto assume comando da Seleção Brasileira

Após 16 anos, Bernardinho deixa o comando da Seleção Brasileira. Nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei realizou uma coletiva de imprensa para confirmar a saída do multicampeão e para anunciar Renan Dal Zotto, até então diretor de seleções, como novo técnico da equipe verde e amarela visando o ciclo para os Jogos Olímpicos de Tóquio/2020.

“Infelizmente as certezas que a gente estava aguardando só passaram a acontecer de ontem à noite para hoje. O presidente (da CBV) Toroca convidou antes mesmo dos Jogos (Olímpicos Rio/2016) tanto Zé Roberto (Guimarães, técnico do feminino) quanto Bernardinho para continuar. Zé confirmou que gostaria de continuar. Bernardinho pediu um tempo maior. Ele tinha uma enorme dificuldade de definir sua situação até que entre Natal e o ano novo começou a decidir. Até que ele anunciou que não continuaria”, afirmou o diretor de vôlei de quadra da CBV, Radamés Lattari.

Bernardinho assumiu a Seleção Brasileira em 2001 e logo conquistou a Liga Mundial daquele ano. Ao todo são mais de 30 conquistas como treinador, com destaque para dois ouros olímpicos (2004 e 2016), duas pratas (2008 e 2012), três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), além de oito Ligas Mundiais. Um dos motivos para deixar o comando da equipe está na vontade de passar mais tempo com a família, já que também trabalha comandando o Rexona, do Rio de Janeiro.

Medalha de prata nos Jogos Olímpicos Los Angeles/1984, Renan Dal Zotto tem experiência como atleta, treinador e gestor esportivo, porém não comanda uma equipe oficialmente desde 2007 quando estava a frente do Sisley/Treviso, da Itália. No Brasil teve destaque na Unisul e na Cimed, sendo que neste último se tornou gestor em 2008 e levou a equipe ao tetracampeonato da Superliga.

“É um motivo de muito orgulho estar aqui hoje pela confiança depositava pelo Toroca e pela CBV no meu nome. Estou há mais de 40 anos no vôlei e algumas vezes fui convocado pela CBV. Durante 13 anos como atleta, aquele frio na barriga. Depois em 2001 para ajudar na transição do Bernardo do feminino para o masculino. Isso me entusiasma muito”, declarou Renan Dal Zotto.

Mesmo não fazendo mais parte da comissão técnica, Bernardinho seguirá próximo da Seleção Brasileira já que terá um cargo de gestão na CBV. Outras situações como a permanência de Rubinho como auxiliar-técnico e os primeiros amistosos antes da Liga Mundial, que terá início em junho serão definidos ainda neste mês de janeiro.

foto: CBV/Divulgação

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