segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Quando nós (jornalistas) vamos parar de falar da altura dos jogadores

Em janeiro de 2013 utilizei o Espaço do Editor (leia a matéria aqui) para falar dos constantes comentários de colegas da imprensa sobre a altura dos jogadores de voleibol. Como jornalista fico extremamente envergonhando quando vejo alguém iniciar uma entrevista falando de como o atleta é alto, muitas vezes, uma forma de se proteger da comparação diante das câmeras.

No último sábado, na partida entre JF Vôlei e Sada/Cruzeiro, no ginásio da UFJF, o oposto Renan, de 2,17m, respondeu sobre sua altura dizendo que sempre as emissoras escalam os menores repórteres para lhe entrevistar. É óbvio que esse caso é um em milhares, já que na maioria das vezes o jogador sempre responde com aquele sorriso amarelo e meio constrangido, levando na brincadeira.

Se formos ver quantas vezes os atletas mais altos precisam responder esse tipo de pergunta, entendemos perfeitamente quando vem uma resposta mais ácida. Eu tenho 1,73m e posso dizer que, na maioria das vezes, sou mais baixo do que qualquer jogador de vôlei que entrevisto e sei que incomoda demais responder sobre isso do que sobre o rendimento pessoal ou da equipe em quadra.

Parece um tópico meio bobo que escrevo aqui, mas conversando com jogadores e pessoas ligadas ao voleibol, pense que no momento onde se precisa de visibilidade das marcas e dos clubes, nós da imprensa estamos ‘perdendo tempo’ falando da altura dos atletas. Peço para meus colegas saírem do lugar comum e num meio tão competitivo quanto o nosso, nada melhor do que se destacar usando o conhecimento do jogo em si. 

foto: Divulgação

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