terça-feira, 25 de outubro de 2016

Com pausa no profissional, Voleisul/Paquetá Esportes não jogará Superliga B

Na última segunda-feira, a diretoria da Voleisul/Paquetá Esportes informou à Confederação Brasileira de Voleibol que está fora da disputa da próxima edição da Superliga B. A equipe gaúcha, que foi 10ª colocada na última edição Superliga, já havia desistido de jogar a elite nacional. Nas duas situações, o time com sede em Novo Hamburgo deixou de participar das competições pela falta de patrocinadores.

Mesmo que não dispute as competições, o projeto no qual a Voleisul/Paquetá Esportes está inserida seguirá em atividade. A diretoria busca manter a parceria com a Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo para seguir apoiando o Projeto Saque Tri, responsável pelas categorias de base. O vôlei de alto rendimento também não chegou ao fim. A expectativa é que a busca por patrocinadores reinicie nos próximos meses, para participar de outras competições.

“Queremos seguir apoiando o trabalho de formação. O clube está estruturado e o nosso objetivo é continuar sendo parceiros da base (...) Não estamos fechando as portas. Tínhamos uma situação específica, com a Superliga B, e precisávamos dar uma resposta nesta segunda-feira. Infelizmente não conseguimos viabilizar financeiramente essa participação. No entanto, teremos outras competições e acreditamos que dentro de quatro ou cinco meses o momento da economia seja melhor, e então poderemos retomar o time profissional”, explicou o presidente da Associação Mão de Pilão, responsável pelo projeto, João Fernando Hartz.

Nos últimos dias, dirigentes da Voleisul/Paquetá Esportes buscaram possíveis parceiros, porém a crise econômica brasileira vem sendo apontado como o principal motivo da falta de investimento. Com e esperança de fazer o voleibol em Novo Hamburgo reviver seu grande momento, como nos anos 90, a intenção é se reestruturar e com uma política de ‘pés no chão’ fortalecer o projeto.

“É um momento de se repensar o apoio ao esporte de rendimento. Existe uma cultura enraizada na grande maioria onde se pensa que apoiar o esporte é fazer caridade. Somente incentivo fiscal não faz uma equipe de alto rendimento, pois os atletas não podem ser contemplados. Da mesma forma o poder público precisa fazer o seu papel”, reforça o diretor executivo da equipe, Tiago Peter Hoefelmann.

foto: ​Daniel Nunes/​Voleisul/Paquetá Esportess/Arquivo

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