segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Serginho: Quatro pinos nas costas e quatro medalhas no peito

Quem teve a oportunidade de assistir a final dos Jogos Olímpicos/Rio 2016 entre Brasil e Itália não viu apenas a medalha de ouro conquistada pela equipe verde e amarela, mas também a superação de um atleta em especial. Aos 40 anos, o líbero Serginho completava sua quarta olimpíada e comemorava, cheio de emoção, sua quarta subida ao pódio, com dois ouros e duas pratas.

“Quero descansar, curtir meus filhos e minha casa. Eles (filhos) ficavam me cobrando para ser novamente campeão olímpico e não devo mais nada para ninguém. Eu e os jogadores tivemos uma conversa muito legal antes da partida contra a França e falei que estava me sentindo como se tivesse em uma UTI. Eu avisei que ia lutar para sair daquela condição e que eles iriam me ajudar. Os jogadores entenderam isso. Essa foi minha última Olimpíada e eles me ajudaram a me tornar bicampeão olímpico. Foi muito gratificante participar desse grupo”, afirmou Serginho. 

Serginho tem uma história de superação no esporte, tendo passado por algumas cirurgias para a colocação de quatro pinos de titânio na coluna. Sempre vibrante em quadra e, às vezes, impulsivo com alguns companheiros, ele sabe quais são os momentos de gritar ou de conversar nas horas mais complicadas de um jogo. Prêmios, ele tem vários, mas admiradores são inúmeros, tanto dentro quanto fora de quadra.

Devido a sua dedicação, Serginho mostrou a importância da posição de líbero (criada em 1998), que tornou o jogo de vôlei mais dinâmico e veloz. Não apenas uma recepção era necessária, mas sim um passe qualificado na mão do levantador para que esse pudesse executar as várias opções de ataque. Olhando agora parece óbvio, mas não se esqueça que uma mudança sempre é difícil de ser digerida e Escada, como é chamado pelos amigos, soube absorver as críticas, voltar quando era necessário a Seleção Brasileira e encerrar sua trajetória olímpica com as devidas homenagens e o respeito de todos.

foto: FIVB/Divulgação

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