segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O sucesso de Bernardinho está ‘na corda esticada’ com cada atleta

Muitos falam que o sucesso da Seleção Brasileira está ligado a presença de Bernardinho no comando da comissão técnica. Sem dúvida a chegada do treinador fez a equipe masculina crescer de rendimento e a colocou entre as melhores equipes nos últimos quatro ciclos olímpicos. Isso é para poucos e uma das qualidades que ele tem é de saber tirar o melhor de cada atleta.

Quando você vê algum jogador falando sobre Bernardinho, seja dos medalhistas em Atenas/2004, Pequim/2008, Londres/2012 ou Rio/2016, todos falam do padrão de exigência do treinador. Alguns atletas que não tenham tanto talento acabam suprindo isso na questão física e na entrega para a equipe em quadra. Outros, mais qualificados em determinada posição, cumprem seus papeis e fazem com que o time tenha o volume de jogo necessário.

“A minha medalha de ouro é estar ali atrás e poder ver os rapazes em cima do pódio e toda a torcida gritando é campeão. Isso, para mim é único. Ouvir o hino nacional, a bandeira subindo, todos chorando, porque é algo muito emocionante, tanta coisa represada, essa vontade de ser o campeão que a torcida esperava, é a imagem que eu guardo. O metal representa tudo que esses momentos te trazem. Mas, o momento final de tudo isso é único. Tenho tantos anos de carreira no esporte, tantos títulos e momentos marcantes, mas uma fotografia como essa na minha memória, não existe por ser em casa. Esse é o verdadeiro ouro”, afirmou Bernardinho.

Muito se fala sobre os treinamentos intensivos de Bernardinho, mas mesmo com algumas reclamações e jogadores chegando aos seus limites, todos entendem que precisam estar 100% na hora da competição. Ou seja, quando ouvimos os atletas e a comissão técnica falando em trabalho, isso não é pieguice e sim um planejamento visando tirar o melhor de cada um. 

Encerrada a premiação nos Jogos Olímpicos Rio/2016, Bernardinho afirmou que ainda não sabe seu futuro e se fará mais um novo ciclo rumo a Tóquio/2020. Mesmo que isso não ocorra podemos vez que seu trabalho segue, pois a presença de Douglas Sousa, um jogador com talento e muito a crescer, não deixa de ser o mesmo que ocorreu com Lucarelli em Londres/2012.

foto: FIVB/Divulgação

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