sexta-feira, 19 de agosto de 2016

(Jogos Olímpicos) Brasil elimina ‘fantasma’ russo e chega a mais uma decisão

Pela semifinal dos Jogos Olímpicos/2016, a Seleção Brasileira venceu a Rússia por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/17, no ginásio do Maracañazinho. Com isso, o time verde e amarelo elimina o fantasma da final de Londres/2012 e vai encarar sua quarta decisão seguida, sendo que o adversário será a Itália, que passou pelos Estados Unidos, no tie-break. 

A partida começou com os russos errando muito saque e com Bruninho distribuindo bem as jogadas, principalmente com Lucarelli, mostrando estar recuperação de lesão: 6 a 5. A Seleção Brasileira incomodava o ataque adversário tocando em todas as bolas, porém os contra-ataques ainda não encaixavam: 9 a 9. O confronto era muito equilibrado e ninguém conseguia abrir dois pontos de diferença, até os dois toques de Grankin e um ataque certeiro de Wallace: 17 a 14. Com saques bem colocados, e com Wallace jogando demais, o Brasil foi abrindo ainda mais: 22 a 16. No final, os donos da casa só confirmaram o side-out e no ataque de Lucarelli fecharam em 25 a 21. 

A Rússia começou o segundo set tentando melhorar o desempenho no saque e conseguiu abrir 4 a 6, com destaque para Volkov. Entretanto, após um belo lance de Maurício Souza, o Brasil deixou tudo igual: 6 a 6, sendo que assim como a parcial anterior, o jogo se mantinha equilibrada: 12 a 12. Com Wallace sacando bem e sendo efetivo no ataque, os donos da casa abriram 17 a 16 e logo o placar era de 21 a 18, após bloqueio em Mikhaylov. No final, a equipe verde e amarela, com grande volume de jogo, fechou a parcial em 25 a 20.

Sem perder o embalo, o Brasil abriu no inicio do terceiro set 5 a 1, com destaque para o saque de Lipe, que nem parecia ter travado as costas na partida anterior contra a Argentina. Entretanto, com uma boa sequência de Volkov no saque tudo ficou igual: 6 a 6. Novamente, as equipes mantinham o equilíbrio em quadra e era difícil abrir alguma diferença: 10 a 10, porém com Wallace marcando um ace e Lucão bloqueando, a Seleção Brasileira abriu 13 a 10. No bloqueio de Bruninho, os donos da casa já tinham 16 a 11, sendo que o volume de jogo verde e amarelo era superior. O saque brasileiro desconcertava o passe adversário: 19 a 13. No final foi ter tranquilidade, manter a intensidade e com Wallace fechou em 25 a 17.

“Talvez o nosso saque não tenha entrado nos primeiros jogos e isso condicionou um pouco certas atuações. A partir do jogo da França, mostramos capacidade de lidar com a situação difícil, lutar e sobreviver. Contra a Argentina, uma equipe que vinha como primeiro da chave, mas teoricamente menos capacitado, a pressão estava toda do lado de cá, dois jogadores se contundem e o time demonstrou o mais importante, que é dar o seu melhor. Nem sempre isso é suficiente e isso é do esporte, mas tem que dar o seu melhor. A equipe veio hoje com um desempenho técnico superior as outras, mas, certamente, contra a Itália vai ser um jogo totalmente diferente”, destacou o técnico Bernardinho.

“Só tenho que agradecer a esse grupo. Essa equipe já mostrou em diversas ocasiões que consegue jogar um grande voleibol em momentos importantes. Só de pensar que vou disputar minha quarta final não consigo acreditar. Lembro de onde eu vim e é muito difícil de acreditar em tudo que conquistei nas quadras. Essa final olímpica vai ser como se fosse a minha primeira”, afirmou o líbero Serginho, que fará sua quarta decisão olímpica.  

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Lucão, Maurício Souza, Lucarelli, Lipe e Serginho (líbero)
entraram: William e Evandro
técnico: Bernardinho

Rússia: Grankin, Mikhaylov, Tetyukhin, Kliuka, Volvich, Volkov e Verbov (líbero)
entraram: Bakun, Kobzar e Ermakov
técnico: Vladimir Alekno

foto: FIVB/Divulgação

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