domingo, 10 de abril de 2016

(Superliga) Sada/Cruzeiro supera Brasil Kirin e leva o título pela quarta vez

Em partida bastante disputada no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, o Sada/Cruzeiro venceu o Brasil Kirin por 3 sets a 1, parciais de 23/25, 25/23, 25/15 e 30/28, e ficou com o título da Superliga 2015/2016. Esse foi o quarto título da competição conquistado pela equipe mineira, que teve como principal jogador da decisão o ponteiro Leal, que teve 22 acertos.

O primeiro set começou disputado. O ponteiro Leal conseguiu um ace e o Sada/Cruzeiro fez 4 a 3. A equipe do treinador Marcelo Mendez foi para o primeiro tempo técnico com um de vantagem (8 a 7). Com um ponto de contra-ataque do cubano Leal, os cruzeirenses abriram dois (11 a 9). Quando o time mineiro fez 13 a 10, o técnico Alexandre Stanzioni pediu tempo. A paralisação fez bem aos campineiros que encostaram (14 a 13). O Brasil Kirin cresceu de produção e virou o marcador (21 a 19). Depois de um erro de ataque do time de Campinas, o Sada/Cruzeiro empatou (22 a 22). O final do set foi disputado ponto a ponto e o Brasil Kirin levou a melhor por 25 a 23. 

O Brasil Kirin seguiu melhor no início do segundo set e fez 6 a 4. O time cruzeirense fez três pontos seguidos e virou o marcador (7 a 6). A equipe do treinador Marcelo Mendez passou a jogar com velocidade e abriu três pontos (12 a 9). Numa boa sequência de saques do central Luisinho, a equipe campineira empatou (12 a 12). A parcial ficou disputada ponto a ponto. O time celeste foi melhor na parte final da parcial e venceu o segundo set por 25 a 23 com um ace do central Éder. 

A vitória no segundo set fez bem as cruzeirenses que abriram quatro pontos no início da terceira parcial (9 a 5). Bem no bloqueio, os mineiros seguraram a vantagem no placar (14 a 8). O time mineiro seguiu dominando a parcial e, se aproveitando dos erros da equipe campineira, abriu oito pontos (23 a 15). O Sada/Cruzeiro manteve a liderança até o final e venceu o terceiro set por 25 a 15.

A quarta parcial começou equilibrada. O Sada/Cruzeiro foi para o primeiro tempo técnico com um de vantagem (8 a 7). Bem no saque, o Vôlei Brasil Kirin abriu dois (10 a 8). O cubano Leal se destacava e os mineiros viraram o marcador (12 a 11). A parcial seguiu disputada ponto a ponto. O ponteiro Piá conseguiu um ponto de contra-ataque e a equipe campineira fez 20 a 18. Neste momento, o treinador Marcelo Mendez pediu tempo. A paralisação fez bem aos mineiros que empataram (20 a 20). O final da parcial foi decidido ponto a ponto e os cruzeirenses fecharam o set por 30 a 28. 

“Somos um time que fez história no Brasil e a felicidade é muito grande. O nosso grupo é batalhador e sempre acreditou na comissão técnica e no projeto do Sada Cruzeiro. O resultado disso tudo são os títulos e as vitórias que tivemos”, disse o técnico Marcelo Mendez, que ainda fez uma análise da partida final contra a equipe campineira. 

“O Brasil Kirin começou muito bem a partida e teve poucos erros, principalmente no primeiro set. Depois, o nosso saque começou a funcionar e vencemos o segundo e terceiro sets. O quarto set foi disputado ponto a ponto e conseguimos fechar a parcial e vencer a partida”, afirmou o treinador celeste.

“Antes da final falei que não existe favoritismo. Em um jogo único tudo pode acontecer. O Brasil Kirin valorizou demais o nosso título. Foi uma grande partida, de alto nível técnico. O quarto set foi incrível. Conseguimos nos manter por topo depois de tanto tempo em um campeonato tão forte como é o nosso. Isso é uma tarefa muito difícil e o grupo nunca se acomodou. Estão todos de parabéns. Foi um ano 100%. Conquistamos seis títulos em seis campeonatos disputados. Estou muito feliz de fazer parte dessa história que estamos construindo aqui”, disse o levantador William.

“Nosso time treinou muito bem durante toda essa temporada, tínhamos como principal objetivo, obviamente, ganhar o campeonato e estou muito feliz por ter conseguido isso. É um momento especial, sem dúvida. O primeiro set foi muito equilibrado, mas na reta final nós relaxamos e, em uma final, isso não pode acontecer. O segundo set também foi muito difícil para o nosso time, mas conseguimos ganhar e crescemos muito na partida. Contamos com o apoio da torcida, que viajou 10 horas para torcer pelo nosso time e isso ajudou muito”, declarou o ponteiro Leal.

“Tivemos chances de abrir boa vantagem e fechar o segundo set, mas falhamos. Isto faz parte. Levamos um pouco este erro para a parcial seguinte, entramos desconcentrados e acabamos não repetindo o desempenho. Tivemos cabeça e concentração para voltar para o jogo. No meio de tanto equilibrio, perdemos nos detalhes (...) É claro que existe a tristeza por perder um título, mas o melhor de tudo é ver que o planejamento traçado no início da temporada dando resultado. Montamos um elenco com perfil coletivo e mostramos neste jogo, justamente isto: coletivo forte, grupo equilibrado e todo mundo ajudando. Crescemos no momento certo e chegamos até aqui”, analisou o técnico Alexandre Stanzioni. 

“Fica um gostinho ruim na boca. O nosso time tinha qualidade e um grupo unido para ganhar essa final. Fico até emocionado, é difícil falar nessa hora. É muito difícil ganhar destes caras, e infelizmente não deu. Por outro lado estou muito feliz por ajudar a trazer o projeto pela primeira vez a uma final. É um orgulho muito grande. Vamos batalhar ainda mais para conseguir melhores resultados. O Sada/também começou assim, eu estava lá. Fui vice no Mineirinho contra o Sesi-SP com eles. Espero que a gente siga os passos do Sada”, lembrou o ponteiro Lucas Loh. 

Equipes:

Sada/Cruzeiro: William, Wallace, Leal, Filipe, Isac, Éder e Serginho (líbero)
entraram: Fernando Cachopa e Alan
técnico: Marcelo Mendez

Brasil Kirin: Gonzáles, Wallace, Olteanu, Lucas Loh, Luisinho, Maurício e Thiago Brendle (líbero)
entraram: Michael, Jotinha, Ygor Ceará, Pará e Vini
técnico: Alexandre Stanzioni

foto: Célio Messias/Inovafoto/CBV

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