quinta-feira, 5 de novembro de 2015

As homenagens a Bebeto de Freitas e a expectativa de um futuro melhor

Se existe alguém que pode dizer que conquistou muitos títulos no esporte esse foi Bebeto de Freitas. Campeão em quadra e fora dela, o botafoguense de coração teve no último dia 24 seu nome gravado no Hall da Fama do Voleibol. Ao lado de outros dois brasileiros, Renan Dal Zotto e Fofão, ele participou da cerimônia realizada na cidade americana de Holyoke, no estado de Massachussetts.

Mais do que merecida, essa homenagem valoriza o trabalho de quem apostou em um esporte pouco valorizado no Brasil e que conquistou uma medalha de prata inesquecível nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/1984. Além disso, Bebeto de Freitas ganhou a admiração e teve muito sucesso na Itália nos anos 90, quando o país era a Meca do voleibol. A ida de atletas brasileiros para lá também se deve ao trabalho iniciado por ele.

Na última terça-feira, Bebeto de Freitas esteve no Rio de Janeiro para ser homenageado pela Confederação Brasileira de Vôlei devido a sua presença no Hall da Fama. Para muitos isso foi algo protocolar, porém pode significar um gesto de aproximação, já que figuras como ele não deveria estar distantes do voleibol. Hoje, a CBV passa por algumas mudanças visíveis, como o ingresso de pessoas (Renan Dal Zotto e Radamés Latarri) interessadas em mudar certos vícios. 

Bebeto de Freitas é acima de tudo um apaixonado pelo esporte e ter essa pessoa cuidando do voleibol nacional seria algo importante. Se estiver interessado e disposto a enfrentar certas politicagens naturais das confederações nacionais, ele pode apostar que terá o apoio de muitos treinadores, jogadores e dirigentes. Resta agora saber se a CBV terá coragem e acima de tudo capacidade para enxergar isso.

foto: Alexandre Arruda/CBV

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