Em busca de uma Superliga sustentável, clubes organizam associação

As denúncias contra a diretoria da Confederação Brasileira de Vôlei estão dando o que falar, tanto que clubes e patrocinadores (leia-se Banco do Brasil) querem ações transparentes e imediatas. Em relação as equipes, uma reunião na última quinta-feira, serviu para a CBV apresentar o novo superintendente geral da entidade, Neuri Barbieri. Entretanto, o que chamou a atenção foi uma conversa apenas entre os representantes dos times para a criação de uma associação.

O presidente do Sada/Cruzeiro, Vittorio Medioli, seria um dos responsáveis pela mobilização dos clubes, porém, através de uma nota oficial, explicou qual é a intenção da associação e o interesse de valorizar as equipes formaras de atletas. O destaque fica por conta da informação sobre a possível saída de três equipes na próxima temporada.

Confira a nota oficial na íntegra:

Na última quinta-feira, 27/03, a CBV convocou uma reunião com os dirigentes dos clubes da Superliga Masculina e Feminina, apresentada uma nova linha de atuação, pautada na “transparência”, além da necessidade de auditorias em decorrência de notícias divulgadas nas últimas semanas pela imprensa. Frente às denúncias que abalaram a diretoria da CBV e levaram à mudança de seu principal executivo, o novo superintendente apresentou propostas para garantir a sustentabilidade da próxima Superliga, ameaçada de perder mais três participantes no masculino e cair assim para 9/10 clubes. O novo dirigente também ouviu dos clubes sugestões para o marketing da competição. 

Após essa reunião com a CBV, no mesmo endereço foi realizada uma reunião restrita aos dirigentes de todos os clubes presentes (12 clubes) que decidiram, por unanimidade, “dar vida a uma Associação” que possa contribuir com melhorias setoriais. Um dos pontos propostos pelo Sada/Cruzeiro é reforçar a figura do “clube formador” de atletas e possibilitar apenas ao clube formador o acesso às competições. Obviamente, concedendo-se aos clubes um prazo compatível para se adequar e criar suas escolas. Não existe e nunca existiu qualquer disposição em confrontar com rede de televisão. Ao contrário, queremos é estreitar a parceria para o desenvolvimento dessa modalidade olímpica que tantas satisfações deu ao povo brasileiro.

O Sada/Cruzeiro, provavelmente em decorrência de seus recentes sucessos nos torneios que disputou nos últimos anos, e como detentor do título Mundial de Clubes 2013, é visto naturalmente com respeito e como exemplo, sendo chamado nesse momento em que se almeja uma renovação e um fortalecimento do esporte. Manifestamos que não existe qualquer intenção de liderar um movimento ou associação, apenas fortalecer a Superliga e apoiar a formação de jovens atletas.

O Sada Vôlei nasceu, em 2006, de uma decisão da Fundação Medioli, que tem em seu estatuto a finalidade de amparar crianças e jovens carentes. Com grande esforço, temos hoje em nossas escolinhas e projetos sociais, mais de 700 alunos. Desses, três infanto-juvenis e cinco juvenis já despontaram para as seleções brasileiras de base. O que nós apoiamos é um vôlei sustentável e fortalecido na sua mais nobre finalidade. Para isso, pedimos a atenção dos entes públicos e dos maiores patrocinadores, convidando mais interessados a patrocinar essa louvável atividade.

foto: CBV/Divulgação

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