(Copa dos Campeões) Brasil perde para a Rússia, mas segue com chance de título

Em um quase replay da final dos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil começou melhor, abriu dois sets de vantagem, mas a Rússia acabou vencendo por 3 sets a 2, parciais de 25/20, 25/22, 21/25, 17/25 e 9/15, pela Copa dos Campeões. Mesmo com o resultado negativo, o time verde e amarelo segue na liderança com dez pontos e pode ficar com o título, desde que vença a Itália, neste domingo, à 1h10min (horário de Brasília).

O ponteiro Lucarelli abriu o placar do jogo. O Brasil seguiu melhor e, quando fez 5 a 1, o técnico da Rússia pediu tempo. Bem em quadra, a seleção brasileira contou com Maurício Borges para fazer 8 a 4 no primeiro tempo técnico. No saque do levantador Bruno, a equipe verde e amarela fez 10 a 5. No bloqueio de Sidão, o placar foi para 12/5. A vantagem brasileira seguiu e, no ace de Wallace, o Brasil marcou 17 a 10. A equipe dirigida por Bernardinho manteve a vantagem (19 a 14) e, na sequência da partida, venceu o primeiro set por 25 a 20.

A segunda parcial começou equilibrada, com as equipes empatadas em 2 a 2. O saque da Rússia passou a entrar e o adversário fez 6 a 3. Mas o fundamento do Brasil também funcionou e, com Lucão, duas vezes seguidas, o Brasil empatou: 6 a 6. A seleção brasileira demonstrou raça e, com Wallace, virou em 8 a 7. Os russos deixaram tudo igual de novo em 11 a 11, mas, em boa passagem de Lucarelli no saque, o Brasil fez 13 a 11. Com dois pontos diretos de saque de Lucão, 17 a 12. A Rússia, então, diminuiu a diferença no placar (19/16) e Bernardinho pediu tempo. O Brasil fez 22 a 18 e foi a vez da Rússia parar o jogo. A seleção brasileira seguiu bem e, com disposição, fechou a parcial em 25 a 22.

O terceiro set começou bom para o Brasil, que, com Sidão, marcou 2 a 1. Mas os russos viraram e conseguiram colocar três pontos de vantagem em 6 a 3. No primeiro tempo técnico, a Rússia fez 8 a 6. Os brasileiros reagiram e o set seguiu equilibrado. No ace do central Lucão, o Brasil virou: 14 a 13. Na jogada seguinte, depois de bola bastante disputada, Maurício Borges bloqueou e o placar foi para 15 a 13. A Rússia pediu tempo. As seleções empataram em 16 e 19 pontos e fizeram um final de set equilibrado. Os russos estiveram na frente em 21 a 20 e, melhores na reta final do set, fecharam em 25 a 21.

A Rússia abriu o set, mas o Brasil devolveu. O início da parcial seguiu equilibrado, com as equipes empatadas em 3 a 3. Os russos abriram vantagem e, contando com erros dos brasileiros, fizeram 7 a 4. Com o oposto Wallace, o Brasil chegou ao empate em nove pontos. A parcial seguiu disputada, com as equipes trocando pontos, mas, quando os adversários fizeram 14 a 11, o Brasil pediu tempo. Os russos seguiram superiores e fizeram 16 a 12 e, quando chegaram a 18 a 13, a seleção brasileira parou o jogo novamente. A Rússia esteve superior na reta final e fechou em 25 a 17.

O set decisivo começou melhor para a Rússia, que fez 2 a 0. Bernardinho pediu tempo. O Brasil chegou ao empate em 2 a 2, mas os adversários seguiram pontuando mais e fizeram 6 a 4. A Rússia ainda ampliou a diferença: 9 a 5. No bloqueio, a vantagem aumentou para 12 a 6. O adversário da seleção brasileira dominou o restante da parcial e fechou em 15 a 9.

“A Rússia teve méritos, mas foi um jogo bem jogado. Serve como lição. Fizemos dois sets espetaculares, o terceiro foi igual até o final e as mexidas deles surtiram efeito. É triste perder para a Rússia, mas o título está nas nossas mãos. Continuamos na frente e temos que ganhar amanhã. Estar no lugar mais alto do pódio é a nossa intenção aqui nesse campeonato”, disse o técnico Bernardinho.

“Temos que pensar só no próximo jogo, em vencer a Itália para conquistar o título. No ano que vem voltamos a pensar na Rússia. Eles têm se tornado uma pedra no nosso sapato, mas não é o momento de chorar o leite derramado”, explicou o levantador Bruninho.

Equipes:


Brasil: Bruno, Wallace, Lucão, Sidão, Lucarelli, Maurício Borges e Mário Jr. (líbero)
entraram: Evandro, Raphael, Maurício Souza e Lipe
Técnico: Bernardinho

Rússia: Apalikov, Grankin, Spiridonov, Muserskiy, Ilinykh, Mikhaylov e Ermakov (líbero)
entraram: Sivozhelez, Ashchev, Pavlov, Makarov e Golubev
Técnico: Andrey Voronkov

foto: FIVB/Divulgação

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