(A crise no vôlei brasileiro – parte 1) Desmanche das equipes = investimento

Mais uma Superliga chega ao seu final e novamente o drama sobre a continuidade de alguns times aparece. A cada temporada pelo menos uma equipe de alto rendimento é desfeita ou perde seu principal patrocinador, porém estamos vendo atualmente uma enorme dificuldade dos clubes conseguirem apoiadores e se manterem ativos. O Espaço do Vôlei faz uma análise da situação e tenta achar soluções para um futuro em matérias especiais divididas em quatro partes. 

Na última segunda-feira, a saída da Medley, após três anos com o clube de Campinas, mexeu com jogadores, técnicos e fãs do voleibol, que se manifestaram de várias maneiras nas redes sociais. Assim como Vôlei Futuro e São Bernardo, os dirigentes do time campineiro começam agora a busca por um novo patrocinador para que o projeto não termine. 

Atualmente se fala que uma equipe para disputar uma Superliga precisa de aproximadamente R$ 3 milhões, porém quando o assunto é título, esse valor chega a ultrapassar a marca de R$ 10 milhões. Pegando esses números, é certo dizer que nenhum clube ou cidade consegue manter um projeto de alto rendimento sozinho, ou melhor, dizendo, nem deve tentar, pois seria arriscado demais o investimento. 

As equipes de voleibol viraram reféns de um sistema, onde é necessário um grande patrocinador para se manter. Por conta disso, clubes tradicionais, conhecidos por formarem atletas olímpicos, como Sogipa, Pinheiros e Flamengo, não estão dispostos a tirar dos seus bolsos ou dos associados, quantias consideradas altíssimas para ter uma equipe adulta. 

Investir hoje no voleibol é lucrativo sim, porém o retorno não é imediato, aliás, como quase todos os negócios que ocorrem no mundo atual. Veja o exemplo da Cimed, que patrocinou um time de Florianópolis, conseguindo dentro de quadra conquistar quatro Superligas, mas teve como principal ganho, a valorização da sua imagem no mercado, ou seja, conquistou o que queria. Não podemos esquecer que uma empresa que investe milhões em algo não faz por pura caridade e sim quer ter um retorno, que neste caso foi o de ganhar visibilidade da marca através do esporte. 

Tudo na vida tem um tempo para começar e terminar e com patrocínios não é diferente. O problema no voleibol é que a saída de um parceiro pode significar a extinção de um time, quando na verdade o clube deveria ser a parte forte da relação. Hoje as equipes estão fragilizadas e concorrem entre elas por um patrocinador, enquanto a Confederação Brasileira de Vôlei observa de longe o mercado sem proteger seus filiados, algo que vamos falar na parte 2 dessa reportagem. 

O Espaço do Vôlei aprova a campanha: #UnidosporumaSuperligamelhor 

foto: Divulgação

Comentários

  1. Enquanto a CBV não auxilar, principalmente as equipes com menos investimento, repassando parte dos direitos de imagem, custiando hospedagens e diminuindo algumas taxas o voleibol nacional vai continuar perdendo projetos sérios e afastando novos investidores.
    Consequentemente, jogadores de grande nível técnico e profissionais (CTs) altamente qualificados ficarão sem mercado em âmbito nacional.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só depende da CBV, tenho certeza que existe algum grande interesse por trás de tudo isso,não sei quem mas alguem não quer perder essa "boquinha".
      Vamos lutar, quem sabe essa pessoa se redime!

      Excluir

Postar um comentário