Enquanto Rodrigão tenta ficar no Brasil, CBV pode facilitar vinda de cubanos

Medalhista olímpico nos Jogos de Londres, o central Rodrigão tenta ao máximo continuar jogando no Brasil. O jogador, que tem propostas do voleibol italiano, russo e turco, já manifestou diversas vezes seu interesse de disputar a próxima Superliga, porém parece que a CBV tem outros planos, como abrir as portas da principal competição nacional para atletas de Cuba.

Um dos fatores que impede Rodrigão de assinar com uma equipe brasileira é o ranking criado pela CBV para ‘equilibrar’ a Superliga. Com pontuação sete (a mais alta), alguns times chegaram a conversar com o central, mas acabaram recuando nas negociações por já estourarem com outros atletas a pontuação máxima por equipe.

“Como estou no patamar mais alto desse ranking, o de sete pontos, não posso ser contratado pelos principais times. Até chegaram a conversar comigo, mas quando lembraram dessa restrição, as negociações foram suspensas (...) Clubes da Itália, Rússia e da Turquia me procuraram, mas minha preferência é não jogar mais no exterior. No entanto, nenhuma possibilidade está descartada e pretendo tomar uma decisão nas próximas semanas”, disse Rodrigão, que tem no currículo 20 títulos conquistados com a seleção, incluindo três medalhas olímpicas.

Enquanto Rodrigão procura um clube brasileiro, a Confederação Brasileira de Vôlei estuda a possibilidade de facilitar a vinda de atletas cubanos ao país. Como a ilha caribenha não vive uma situação econômica confortável, dirigentes esportivos locais tentam sensibilizar a comunidade internacional a liberar espaço em seus campeonatos aos selecionáveis de Cuba.

“O Brasil e a CBV se interessam em ajudar, sim. Mas temos leis e regulamentos nas nossas competições. Por isso, não podemos permitir que um time estrangeiro jogue a nossa competição. Mas é possível, sim, colocar uma jogadora e um jogador em cada uma das nossas equipes, desde que seja respeitado o limite de dois estrangeiros por time”, declarou o presidente da entidade, Ary Graça, em entrevista ao jornal Estado de Minas.

foto: Walmir Lopes/7mais7sports

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