No ‘Dia Nacional do Vôlei’, quem deve receber a nossa homenagem?

Neste dia 27 de junho se comemora o ‘Dia Nacional do Vôlei’ e as redes sociais se encheram de parabéns para atletas, treinadores e dirigentes, que fazem desse esporte um orgulho para o torcedor brasileiro. Restando um mês para a abertura dos Jogos Olímpicos 2012, o Espaço do Vôlei faz um breve resumo da história da modalidade, buscando assim homenagear a todos que já sofreram com dores no ombro por repetição de movimento, que já machucaram o queijo por dar um peixinho ou que já tiveram uma luxação em algum dedo da mão após um bloqueio.

Para entender o voleibol no Brasil é importante voltarmos no tempo, mais precisamente entre o final da década de 70 e o início dos anos 80, quando Atlântica/Boavista, Pirelli e Minas faziam grandes duelos pelo Campeonato Brasileiro de Clubes. Dessas equipes surgiram alguns nomes que em 1984 formariam sob o comando de Bebeto de Freitas a ‘geração de prata’, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A partir dali, o voleibol começou a crescer no país, com investimentos de marketing e eventos promocionais, como o duelo diante da extinta URSS, abaixo de chuva, em pleno Maracanã.

No final dos anos 80, os paulistas do Banespa apresentaram jovens promissores criados na base, casos de Tande, Marcelo Negrão e Giovane, que em Barcelona/1992 conquistaram ao lado de Mauricio, Paulão e Carlão a primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos. Essa geração, que tinha José Roberto Guimarães como técnico, ainda conseguiu quebrar em 1993 uma série de títulos da Itália na Liga Mundial e junto com a criação da Superliga conseguiu conquistar diversos fãs pelo país a fora.

A década de 90, que chegava com títulos importantes também foi o momento do Brasil exportar diversos talentos para o mundo. Os principais jogadores foram, principalmente, para o voleibol italiano, mas por aqui a Superliga crescia com destaque para os gaúchos da Ulbra e os paulistas do Suzano. A Seleção Brasileira continuava competitiva, porém sem títulos, até que Bernardinho em 2000 trocou a equipe feminina pelo desafio de trabalhar no masculino.

A chegada de Bernardinho fez o time ganhar o rótulo de imbatível, pois de 2001 a 2006 conquistou 16 torneios de 20 disputados, com destaques para a Copa do Mundo de 2003, a medalha de ouro em Atenas/2004 e quatro edições seguidas da Liga Mundial (2003 a 2006). De 2007 para cá, alguns nomes surgiram como referências em quadra, como Nalbert, Giba, Serginho, Gustavo, Ricardinho e Murilo, e mais vitórias foram adquiridas.

Atualmente, o Brasil é líder do ranking da Federação Internacional de Voleibol e a cada edição a Superliga vai melhorando sua estrutura para se equiparar com outros campeonatos internacionais. Com bons projetos que envolvam a base e alto rendimento, o esporte tem tudo para crescer ainda mais e consolidar de vez a marca de segunda modalidade do país.

foto: Divulgação

Comentários

  1. amo este esporte..é o orgulho do brasil em competiçoes...minha paixao!

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