Quanto vale um central experiente e com talento no elenco?

Neste período que o mercado de transferências está em ebulição, o que mais chama a atenção é a indefinição quanto ao futuro de dois grandes centrais brasileiros, que estão sempre nas convocações de Bernardinho. Mesmo em tempos de renovação nos clubes e com novos nomes surgindo, chega a ser curioso que Gustavo e Rodrigão ainda não fecharam com ninguém para a temporada 2012/2013. 

Rodrigão, que aparece no ranking da CBV com pontuação sete (a nota máxima), ficou praticamente toda a temporada passada entregue ao departamento médico, o que prejudicou sua estada no Sesi-SP. O jogador, de 33 anos, acabou perdendo espaço na equipe para o jovem Thiago Barth e para o selecionável Sidão. Mesmo sem uma confirmação oficial, a permanência dele na Vila Leopoldina ficou difícil após a chegada de Eder, ex-Cimed/Sky. 

No caso de Gustavo, o forte calendário com jogos da Seleção Brasileira e do clube (Cimed/Sky), fez o central não atuar em todas as partidas, devido ao desgaste físico. Revezando a titularidade com Renato Felizardo, o gaúcho, de 36 anos, esteve presente na conquista do Campeonato Catarinense e conseguiu dar um ‘gás’ no time na reta final da fase de classificação da Superliga. Agora, com a saída do patrocinador máster, o jogador, com pontuação seis no ranking da CBV, ainda não sabe qual será a equipe que defenderá na sequência. 

Olhando atualmente os elencos e negociações, podemos afirmar que Sesi-SP, Sada/Cruzeiro, RJX, Medley/Campinas, BMG/São Bernardo e Vivo/Minas estão com elencos praticamente fechados e não devem investir alto na contratações de centrais. Por outro lado, Vôlei Futuro (se conseguir um investidor máster), Montes Claros (que pretende formar um time forte) e Apav/Canoas (esperando um acerto com empresa da região) precisam e tem em Gustavo e Rodrigão não apenas dois jogadores experientes, mas nomes fortes que valem o investimento e que podem alavancar qualquer projeto. 

foto: Alexandre Arruda/CBV

Comentários

  1. Concordo plenamente. Esses centrais realizaram seu trajeto de modo incontestável! Entretanto não são apenas os centrais, que valem milhões. Temos jovens talentos, que cursaram as categorias de base da elite do volei brasileiro, que estão sem vaga pra superliga. E estes recebem salários simbólicos, se contentam e o acham justo em detrimento dos que já conquistaram seu espaço como os gigantes citados. A levantadora Liv, jovem 22 anos, não teve espaço na ultima edição. Foram vice-campeãs catarinenses, vice-JUBs, e mais 4 podiuns de 7 campeonatos de peso. Após 4 superligas(2 na 1.bundesliga alemã), ficou de fora(pouco clube, poucas vagas divididas entre talentos e indicações familiares). Muita gente boa indo pra fora, após excelente formação no país. Até qdo o volei será sinônimo de MEDO e desamparo? Celeiro de talentos, nosso país não valoriza o segundo esporte nacional e o primeiro em mtos países do mundo! CBV, GOVERNO, EMPRESÁRIOS UNÍ-VOS EM PROL DA SAÚDE, uma frente de dignidade esportiva contra a iniquidade que assola o país(craque,evasão escolar...). A melhor mídia sempre irá se apoiar no belo desempenho esportivo! O NOSSO VOLEI É O MELHOR E MAIS BONITO DO MUNDO, o que falta pra pararem de puxar o tapete? Um abraço! Grato pela oportunidade.

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  2. Pouquinho de pesquisa antes não faz mal né? Gustavo Endres sequer jogou o catarinense pelo mesmo motivo que Bruninho e Giba não jogaram, estava defendendo a seleção brasileira...

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  3. Respondendo sobre pesquisa. O Gustavo jogou sim as finais do Catarinense, pois pediu liberação da Seleção Brasileira como pode ver nesse link http://www.espacodovolei.com/2011/09/catarinense-cimedsky-larga-na-frente-na.html

    Abraços

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