(Liga Mundial) De virada, Brasil ganha da Finlândia e fecha primeira fase

Depois de duas derrotas, o Brasil entrou no Ricoh Coliseum, em Toronto, querendo a vitória sobre a Finlândia. Após perder o primeiro set, os comandados de Bernardinho viram para 3 sets a 1, parciais de 23/25, 25/13, 25/22 e 31/29, resultado que fez a Seleção Brasileira fecha essa primeira etapa da Liga Mundial 2012 com cinco pontos no Grupo B. No final de semana de 1º a 3 de junho ocorre a continuação do torneio, na cidade de Katowice, na Polônia. 

O primeiro set iniciou com a Finlândia forte no bloqueio e marcando os dois primeiros pontos da partida. O Brasil, como nos jogos anteriores, errava muito na recepção, tanto que na primeira parada técnica ficou atrás no placar por 8 a 6. Lucão era bastante acionado por Bruninho, porém depois de acertar algumas bolas rápidas acabou sendo marcado. Com 16 a 13 para a seleção europeia, Bernardinho resolveu colocar Ricardinho e Theo, que deram mais movimentação to time, porém no final, o bloqueio finlandês fez a diferença e nos dois toques de Wallace fechou em 25 a 23. 

No segundo set, o Brasil foi aquele time que todos conhecem bem. Com um saque forte, um bloqueio bem postado e defendendo muito, a equipe foi bem superior aos finlandeses. Na primeira parada técnica, após uma diagonal curta de Wallace, os brasileiros chegaram a 8 a 4. O oposto estava inspirado e depois de um ace ajudou a equipe a abrir 11 a 6. Na segunda parada obrigatória, o placar já anotava 16 a 9, com destaque para o saque de Lucão e os bloqueios de Sidão, sendo que no final 25 a 13, com autoridade. 

O período anterior fez a Seleção Brasileira acordar na partida e no terceiro set os comandados de Bernardinho continuaram soltando a mão. Sidão continuava bem no bloqueio, enquanto Thiago Alves e Wallace faziam a diferença no ataque, deixando o placar em 10 a 5. Na segunda parada técnica, o marcador mostrava 16 a 9, o que indicava que o Brasil ia tranquilo conquista a vitória no set. Entretanto, a Finlândia cresceu através do saque de Oivanen, que atrapalhava o passe brasileiro. No final, 25 a 22 para o time verde e amarelo. 

O quarto set foi o mais equilibrados de todos desde o inicio, com no Maximo dois pontos de diferença para alguma equipe em determinado momento. A Finlândia começou melhor, com um bloqueio forte e um saque bem encaixado, porém o Brasil tinha em Sidão e Wallace as referências para ter o placar a favor em 8 a 6. A seleção europeia tinha em Siltala, o seu principal destaque, que puxado o time pra cima, ajudando a chegar na segunda parada técnica com 16 a 15. Os brasileiros tinham dificuldades de virar as bolas e iam vendo o adversário seguir na frente do marcador, entretanto o bloqueio apareceu na hora certa para virar em 24 a 23 e deixar o final dramático, que terminou 31 a 29 para o time verde e amarelo. 

Equipes: 

Brasil: Bruninho, Wallace, Maurício, Thiago Alves, Lucão, Sidão e Serginho (líbero)
Técnico: Bernardinho 

Finlândia: Tervaportti, Siltala, Hietanen, Oivanen, Ojansivu, Jukka e Pasi (líbero)
Técnico: Daniel Castellani 

foto: FIVB/Divulgação

Comentários

  1. Eu acho que quem está insatisfeito com o Ricardinho deveria ligar para o PROCON! Deveríamos todos fazer isso mesmo, afinal de contas fomos vítimas de “propaganda enganosa” por parte de uma imprensa tendenciosa. Ricardinho nada mais é que fruto de muito confete, uma estratégia de marketing para criar um falso “Salvador do Pátria”, ou até mesmo um “Messias” que seria a solução incontestável para a conquista do Ouro em Londres. Na verdade Ricardinho está muito longe de ser a “galinha dos ovos(ou medalhas) de ouro”. Pelo que vejo Ricardinho não passa de um levantador normal em fim de carreira, nada de excepcional. Sempre fiquei com um pé atrás com essa historinha de “Melhor do Mundo”, pois que melhor do mundo é esse que não ganha títulos, campeonatos, ou premiações individuais desde 2007, quando saiu da seleção? Ele ganhou a premiação de melhor levantador na Liga Mundial de 2007 e seu Ego inflou demais. Ora bolas, se ele fosse mesmo o tal gênio melhor do mundo, não era para ter conquistado algo importante de 2007 para cá? Ricardinho esteve esse tempo todo na Europa jogando em times de ponta e com os melhores jogadores do mundo e mesmo assim não conseguiu nada de relevante. Só recentemente voltou ao Brasil para jogar nos timaços montados pelo Vôlei Futuro que não poupou grana para montar elencos estelares, com jogadores do nível de Lorena, Camejo, Mário Jr., Michael, Vini etc… e mesmo assim Ricardinho continua sem ganhar títulos nacionais de relevância, ganhou apenas o Jogos Abertos do Interior e o Paulista, ambos em 2010, e 2011 nada de títulos. Alguns dão desculpa que ele está afastado da seleção há 5 anos e não está acostumado com os jogadores, afinal de contas ele treina com jogadores diferentes ou treina com os mesmos que estão disputando a Liga? Um jogador rodado e com a expriência dele precisa de muito tempo para isso? Vale ressaltar que apesar de não estar jogando pela seleção ela não estava afastado do Vôlei, continuou na ativa jogando, e muito, por diversos clubes. Fernanda Venturini, sim, estava realmente afastada do vôlei quando resolveu disputar a superliga. Outros dão desculpa de falta de ritmo, mas que falta de ritmo é essa se o Vôlei Futuro foi até a final da superliga e Ricardinho e Wilian jogaram muito mais que os outros levantadores? Essa mania que a imprensa brasileira tem de precisar idolatrar alguém, de transformá-lo em Mártires Salvadores da Pátria é muito nociva ao Esporte. Melhores jogadores do mundo eternos não existem, isso é muito coisa de momento, Ricardinho pode ter sido o melhor levantador da Liga Mundial de 2007, aquele foi o grande momento dele assim como o Andrey Zhekov foi o melhor em 2006, Lloy Ball o melhor em 2008, o Nikola Grbić o melhor em 2009, Sergey Grankin o de 2010, Luciano De Cecco o de 2011, e assim por diante, o “mundo gira” e a “fila anda”, cada um tem seus melhores momentos e nenhum deles será o “melhor do mundo” eternamente. É importante lembrar que o grande Maurício Lima, bicampeão olímpico, foi um dos melhores do mundo e teve também seus grandes momentos e, reconhecido mundialmente, hoje está no “Volleyball Hall of Fame” sem precisar de uma forçação de barra por parte de lobistas da imprensa, que querem criar Deuses onde na verdade existe apenas um mortal.

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  2. Só uma colocação importante, os jogadores do Brasil com exceção do Gustavo (melhor bloqueio) nenhum deles ganhava títulos individuais quando a seleção brasileira ganhava tudo pelo mundo a fora, então não serve de parâmetro, o Ricardinho é sim um Gênio e não são poucos treinadores que referenciam isso, muitos dos quais trabalharam com ele e contam a precisão que ele tem nos treinamentos, etc.. mas como tudo no esporte precisa entrosar, ganhar corpo com o grupo de jogadores e isso logo ele terá.

    Sobre falar do time do VF como um elenco estrelar!? Tu ta de brincadeira? Eles chegaram na final apesar de um elenco mediano com dois jogadores acima da média Ricardinho e Camejo. Vini e Michael, comuns, Lorena e Mario Jr muito bons, mas tem outros no nível deles, Dentinho, outro jogador bom, mas comum. RJX, SESI, tinham equipes superiores e não passaram RJX eliminou o SESI e VF eliminou o RJX, Cruzeiro chegou com uma equipe mais balanceada, saída mais eficiente, levantador muito bom e entrosado com uma linha de passe superior, centrais eficientes com saque pesado, ponteiros superiores, perdendo em potencial de ataque somente para o Camejo, mas linha de passe e saque superiores fizeram a diferença!

    Análise momentânea, deixa passar pode ser que ele não volte a ser o Ricardinho e pode ser que o Brasil não volte a ser o Brasil, mas que ele assim como o Maurício mudaram alguns paradigmas do voleibol atual é indiscutível! Precisão e velocidade duas palavras pouco conjugadas pelos levantadores são facilmente utilizadas e vistas no dia a dia do Ricardinho!

    Sorte para o Brasil!

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