domingo, 23 de abril de 2017

Após boa campanha na Superliga B, Clube Jaó/Universo projeta Taça Ouro

Mesmo com a troca no comando técnico da equipe em meio a competição, o Clube Jaó/Universo surpreendeu ao conquistar o vice-campeonato da Superliga B. Com o resultado, a equipe goiana já tem vaga garantida na edição de 2019, porém a diretoria acredita que a boa campanha ajude na captação de patrocinadores e possa qualificar o time visando a Taça Ouro.

“Com esse bom resultado em nossa primeira competição nacional, o projeto do Clube Jaó/ Universo só tende a crescer”, pontuou o técnico Hitalo Machado.

Com o fim da Superliga B, a equipe tem um breve recesso para a recuperação de atletas e retorna as atividades no mês de maio. Os quatros adolescentes, entre 17 e 19 anos, que vieram por empréstimo do Brasil Kirin devem retornar ao time de origem, por outro lado, a diretoria iniciou conversas para a renovação de contratos de alguns atletas e estuda a possibilidade de contratação de novos jogadores.

“O sonho não acabou”, afirmou o supervisor da equipe, Adriano Cristian, ao falar sobre disputar a elite nacional. 

foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV

Rodrigo Leandro e André Lukianetz faturam título no Chipre

No último dia 7, o Omonia venceu o Pafos por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 30/28 e 25/22 e conquistou o título do Campeonato do Chipre, fechando a série melhor de cinco partidas em 3 jogos a 0. Os brasileiros Rodrigo Leandro e André Lukianetz foram fundamentais na campanha da equipe, que perdeu apenas quatro partidas em toda a competição.

O Omonia fez a segunda melhor campanha da fase classificatória, ficando atrás justamente do Pafos, por apenas um ponto. Nas semifinais, a equipe dos brasileiros eliminou o Salamina por 3 jogos a 0 e na decisão o primeiro duelo foi vencido de virada, fora de casa, por 3 sets a 2, parciais de 25/20, 25/23, 22/25, 17/25 e 10/15. Já no segundo confronto, a vitória foi por 3 sets a 0, parciais de 25/13, 25/21 e 26/24.

Os ponteiros Rodrigo Leandro e André Luakianetz defenderam pela primeira vez na carreira uma equipe do Chipre. Agora eles retornam ao Brasil e estudam as propostas para a próxima temporada.

foto: Divulgação

sábado, 22 de abril de 2017

(Superliga) Sada/Cruzeiro derrota Brasil Kirin e garante vaga na decisão

Jogando no ginásio do Riacho, em Contagem, completamente lotado, o Sada/Cruzeiro derrotou o Brasil Kirin por 3 sets a 0, parciais de 25/12, 25/18 e 26/24 e fechou a série semifinal da Superliga 2016/2017 com 3 jogos a 0. Com isso, o time mineiro garantiu vaga na decisão (a 7ª consecutiva da equipe na competição) e espera o vencedor do confronto entre Funvic/Taubaté e Sesi-SP.

Bruno Temponi abriu o placar da partida a favor do Brasil Kirin. Leal pontuou duas vezes seguidas e fez 2 a 1 para o Sada/Cruzeiro. Com Simon bem no saque, o time cruzeirense abriu 5 a 1. A equipe campineira reagiu e reduziu a diferença em 4 a 6. Os donos da casa voltaram a abrir e, no ace de Isac, marcaram 10/5. Em mais um ponto de saque, dessa vez de Evandro, o Sada/Cruzeiro chegou a 12/6. O marcador apontou 15 a 7 para o time mineiro e Horacio Dileo pediu tempo. Com Leal, o Sada abriu oito de vantagem: 18 a 10. No bloqueio de Evandro, 21/11. No final, com ace de Isac, 25 a 12.

Exatamente como no set anterior, o Sada/Cruzeiro abriu 5 a 1 logo no começo da parcial. Horacio Dileo pediu tempo. Ainda em grande passagem de William pelo saque, ponto de bloqueio e o time cruzeirense fez 6 a 1. O Brasil Kirin buscou e marcou 6 a 9. Na combinação rápida de William com Isac, o Sada voltou a abrir vantagem em 14 a 7. Dileo parou o jogo com pedido de tempo. No bloqueio de Rivaldo, o Vôlei Brasil Kirin marcou 9 a 16. Com Filipe, depois de belo levantamento de William, os cruzeirenses chegaram a 20 a 11. Embalado, o Sada/Cruzeiro fechou o segundo set em 25 a 18.

Diferente dos dois primeiros, o terceiro set teve um início equilibrado, com o empate em 3 a 3. Com Temponi bem no saque, o Vôlei Brasil Kirin fez 5 a 3. A vantagem campineira aumentou em 8 a 5. Depois de uma bola muito disputada, com defesa dos dois lados, Filipe pontuou e o Sada/Cruzeiro marcou 7 a 8. Com Maurício Souza, dois de vantagem para o Brasil Kirin: 10 a 8. No erro do adversário, o time visitante abriu três em 13 a 10. O Sada encostou em 14 a 15 e, na largadinha de Diogo, o Brasil Kirin fez 16/14. No bloqueio de Leal, o time cruzeirense chegou ao ponto de empate: 16 a 16. Na sequência, mais uma vez com Leal, os donos da casa assumiram o comando do placar (18 a 17). A partir daí, o Sada/Cruzeiro abriu vantagem, chegou a 20 a 17 e Dileo pediu tempo. O Sada fez 24 a 21, o Brasil Kirin reagiu, aproximou no placar em 23/24, e Marcelo Mendez parou o jogo. Na volta, no erro do adversário, o time de Campinas chegou ao ponto de empate: 24 a 24. Evandro pontuou no ataque e no saque e o time mineiro venceu por 26 a 24.

“É muito gratificante fazer parte desse elenco maravilhoso, desse time de guerreiros. O grupo se compromete a todo instante e estamos mais uma vez na final. Sete anos consecutivos não é para qualquer um e todos estão de parabéns. Agora, vamos esperar a decisão de Taubaté e Sesi-SP para conhecer o outro finalista”, comentou Filipe, que foi eleito o melhor jogador da partida.

“É um Sada/Cruzeiro diferente. Mudamos algumas peças e o time fica com uma característica um pouquinho diferente e tão merecedor de estar em uma final quanto todos os outros. O time chega a sete finais consecutivas, é uma marca expressiva, agora é ver o que vai dar do outro lado e jogar para ganhar mais uma. Vamos brigar pelo título, sem favoritismo. Final não tem favorito”, afirmou William a respeito das diferenças entre os times de edições passadas.

“Fizemos um excelente campeonato, eles fizeram um jogo maravilhoso hoje, diferente dos outros dois confrontos, quando conseguimos neutralizá-los de alguma forma”, disse o oposto Rivaldo.

Equipes:

Sada/Cruzeiro: William, Evandro, Isac, Simon, Leal, Filipe e Serginho (líbero)
entraram: Fernando Cachopa e Alan
técnico: Marcelo Mendez

Brasil Kirin: Rodriguinho, Rivaldo, Vini, Maurício Souza, Diogo, Bruno Temponi e Tiago Brendle (líbero)
entraram: Jotinha, Baiano e Matheus
técnico: Horacio Dileo

foto: Pedro Vilela/Inovafoto/CBV

Simples ação faz Minas Tênis Clube ser padrão de seriedade e transparência

O Minas Tênis Clube, através de uma ação simples (publicação em seu site oficial) informou o valor que receberá do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) após ter seu projeto de formação de atletas por meio do investimento em profissionais do esporte nº 64 aprovado pela entidade. A instituição participou do Edital de Chamamento Interno e desde janeiro deste ano beneficia cerca de 700 atletas do basquete, ginástica artística, judô, natação, tênis e vôlei.

O projeto custeará, em sua vigência, 28 profissionais de esportes olímpicos, como técnicos, preparadores físicos e fisioterapeutas. O suporte tem valor global de R$ 4.813.681,92 e será realizado até 2020. O objetivo é contemplar os atletas com profissionais qualificados e as melhores condições, com os olhos voltados para os Jogos Olímpicos de Tóquio. 

“Esse projeto contribui para o qualificado processo de formação esportiva, por meio da viabilização de equipe técnica e multidisciplinar e o importante papel desses profissionais na formação e no desenvolvimento dos atletas. Não se trata apenas de treinamentos, mas também de participação em competições e do planejamento de estratégias que levem os atletas à máxima performance, alinhada a uma formação cidadã”, diz a nota publicada pelo Minas Tênis Clube.

Vale destacar aqui que nos primeiros meses do ano, os profissionais do projeto ministraram e planejaram treinos na 10ª edição da Jornada Científica, evento realizado anualmente, que promove a capacitação no esporte. Já em fevereiro, além da rotina de treinos e atendimentos, os profissionais do projeto participaram da avaliação de pré-temporada (do dia 8 ao dia 17), evento em que os atletas passaram por uma bateria de exames e testes, distribuídos em estações, com avaliações médicas, fisioterápicas, físicas, psicológicas e nutricionais. Ao longo de 2017, serão realizados mais dois eventos de avaliação, quando os resultados poderão ser comparados, ratificando ou retificando o caminho adotado pelos técnicos, preparadores físicos e fisioterapeutas durante a temporada.

Em um momento de crise política, econômica e até moral no Brasil, o simples fato de um clube tradicional como o Minas publicar em seu site valores recebidos da CBC e revelar seu destino é algo que chama a atenção. Seriedade e transparência podem muito bem explicar porque o clube de Belo Horizonte é um exemplo de como se faz esporte de alto rendimento com qualidade por anos a fio.

foto: Divulgação

(Superliga) Com direito a set de 37/35, Sesi-SP vence Funvic/Taubaté

Em partida muito equilibrada e com direito a set mais longo da competição, o Sesi-SP venceu o Funvic/Taubaté por 3 sets a 2, parciais de 37/35, 21/25, 19/25, 25/21 e 15/10, no ginásio do Abaeté. Com o resultado, o time paulistano força a realização de um quarto jogo pela semifinal da Superliga 2016/2017, que ocorrerá na próxima quinta-feira, às 19h30min, no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul.

O primeiro ponto do jogo foi do bloqueio do Funvic/Taubaté. No lance seguinte, no saque de Lucarelli, mais um ponto para o time da casa. No bloqueio de Lucas Lóh, 3 a 0, ainda com Lucarelli no saque. Em mais um bloqueio, dessa vez com Otávio, 5 a 1. Pacheco pediu tempo. O placar esteve com quatro de vantagem também em 7 a 3. Em boa combinação de Rapha com Éder, 10 a 6 para a equipe da casa. Com Wallace pontuando bem, o Funvic Taubaté marcou 12 a 8. O Sesi-SP reagiu e, com Théo, reduziu a diferença para dois pontos: 10 a 12. Com boa passagem de Riad pelo saque, os visitantes encostaram em 11 a 12. Cezar Douglas parou o jogo. No ponto de saque de Théo, o Sesi-SP fez 13 a 14. No bloqueio de Éder, o Taubaté voltou a abrir (16 a 13). Com Lucas Lóh defendendo e pontuando no ataque na sequência, o time mandante chegou a 17 a 13. Em grande passagem de Otávio pelo saque, o placar ainda foi a 19 a 13. Com dois pontos diretos de saque de Lucão, o Sesi-SP voltou a aproximar no placar em 18 a 20. Os donos da casa fizeram 23 a 20. O Sesi-SP buscou e deixou tudo igual em 24 a 24. No saque de Lucão, o time visitante conseguiu a virada: 27 a 26. O set seguiu equilibrado. Com Wallace, Taubaté marcou 28 a 28. Com Otávio, 30 a 30. Lucarelli marcou 33 a 32 e Lucão deixou tudo igual em 33 a33. No ace de Bruninho, 35 a 34 para o Sesi-SP. No bloqueio de Théo, 37 a 35.

O segundo set começou também com muito equilíbrio, com o empate em 2 a 2. O Funvic Taubaté abriu quatro pontos de diferença com o oposto Wallace, fazendo 8 a 4. No ponto de saque de Théo, a diferença caiu para dois em 6 a 8. A vantagem taubateana voltou a abrir quatro em 11 a 7. No erro do adversário, o time da casa marcou 14/10. O Sesi-SP buscou, assim como no primeiro set, e encostou. No ace de Wallace, o Taubaté chegou a 18 a 15. Marcos Pacheco pediu tempo. Com Otávio, o Funvic/Taubaté marcou 20 a 17. Com Lucarelli, a equipe da casa fez 22 a 19 e forçou o técnico do Sesi-SP a parar o jogo com pedido de tempo. O time taubateano seguiu embalado e fechou em 25 a 21.

O terceiro set teve um início equilibrado, com o empate em 3 a 3. No bloqueio de Lucas Lóh, o Funvic Taubaté marcou 4 a 3. Com o ponteiro pontuando bem, o time da casa abriu dois em 6 a 4. Mais uma vez, o Sesi-SP demonstrou poder de reação e empatou em 9 a 9. Com Wallace em uma diagonal curta, o grupo dirigido por Cezar Douglas marcou 12 a 10. Com Lucarelli pontuando no saque e no contra-ataque, 14 a 10. No erro do adversário, o Funvic/Taubaté abriu quatro de vantagem (15 a 11). No bloqueio de Bruninho, o Sesi-SP fez 14 a 16. Sem desistir do set, o time da Vila Leopoldina marcou 15 a 18. Quando o placar foi a 20 a 15, Pacheco pediu tempo. Em boa passagem de Rapha, o Funvic/Taubaté chegou a 24 a 17. No final, vitória do time da casa com ponto de Lucarelli: 25 a 19.

O quarto set também começou com equilíbrio, com empate em 3 a 3. A parcial esteve igual novamente em 6 a 6 e o Sesi-SP assumiu o comando do marcador no ponto seguinte, fazendo 7 a 6. No erro do adversário, o Funvic Taubaté passou a frente e marcou 9 a 8. Com dois pontos de saque consecutivos do central Riad, o Sesi-SP abriu dois em 11 a 9 e Cezar Douglas pediu tempo. O time da Vila Leopoldina aumentou a vantagem em 15 a 11. Com Théo pontuando bem, o Sesi-SP ainda abriu 17 a 12, forçando o treinador adversário a parar o jogo mais uma vez. A vantagem esteve em cinco para o Sesi-SP em 18 a 13. O grupo visitante chegou a 21 a 15. No bloqueio, o Sesi-SP marcou 23 a 16. Com dois bloqueios seguidos de Éder, Taubaté fez 18 a 13 e Pacheco pediu tempo. O Sesi-SP teve o ponto do set em 24 a 19. Com dois pontos de saque de Éder, o time da casa marcou 21 a 24, mas, no final, o Sesi-SP fechou em 25 a 21.

As equipes trocaram pontos no início do set decisivo, empatando em 2 a 2. Otávio colocou o Funvic/Taubaté em mais um empate (4 a 4). Mais um empate dois pontos depois: 6 a 6. No erro do adversário, o Sesi-SP abriu dois de vantagem em 8 a 6. O placar ainda foi a 9 a 6 e Cezar Douglas pediu tempo. No bloqueio de Théo, 10 a 6. Em domínio no set, o time da Vila Leopoldina chegou a 11 a 7. O time visitante teve 12 a 9. No final, o Sesi-SP conseguiu a vitória por 15 a 10.

Na casa do adversário, o Sesi-SP contou com um jogador em especial bastante inspirado. O oposto Théo foi o maior pontuador do terceiro duelo desta série, com 31 acertos, e ainda foi eleito, por votação popular, o melhor da partida. Logo após o jogo, o atacante falou sobre sua atuação individual e afirmou que precisa melhorar.

“Tive algumas oscilações hoje que não podem se repetir, mas foi uma boa partida. Foi uma superação enorme do nosso time, pois jogar aqui dentro é complicado. Nos superamos, tivemos mudanças no time e quem participou ajudou demais (...) A entrada do Rafa (levantador do Sesi-SP) gerou uma mudança de jogo. Já são muitas partidas contra eles, e o adversário acaba conhecendo cada vez melhor o nosso time. O Rafa é um super jogador e ajudou bem, pois tem uma qualidade incrível, e o grupo todo está de parabéns”, declarou o oposto Theo, que valorizou o banco de reservas.

“No primeiro set deixamos escapar a vitória. Viemos apresentando um padrão de jogo muito forte e o resultado negativo no primeiro set complicou um pouco para o nosso time no decorrer da partida. Mesmo assim, tivemos força para seguir, mas alternando altos e baixos contra uma grande equipe como é o Sesi-SP fica muito difícil", explicou o líbero Mário Jr.

Equipes:

Funvic/Taubaté: Rapha, Wallace, Éder, Otávio, Lucas Lóh, Lucarelli e Mário Jr. (líbero)
entraram: Gelinski, Renan, Japa e Matheus
técnico: Cezar Douglas

Sesi-SP: Bruno, Théo, Lucão, Riad, Vaccari, Murilo e Serginho (líbero)
entraram: Rafa, Alan, Johan, Fábio e Leitzke
técnico: Marcos Pacheco

foto: Bruno Miani/Inovafoto/CBV

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Superintendente da CBV sinaliza para retorno do ‘jogo das estrelas’

Em meio a um turbilhão de críticas, a Confederação Brasileira de Vôlei tenta se aproximar mais dos clubes, buscando alternativas para alinhar idéias e expectativas de todos. O superintendente da entidade, Ricardo Trade, mais conhecido como Baka, vem tendo conversas diárias com pessoas interessadas em alavancar o voleibol nacional e um dos assuntos que está em pauta no momento é o retorno do ‘Jogo das Estrelas’.

“Vamos voltar a fazer o Jogo das Estrelas. Já fizemos no passado. Estamos acertando as datas, mas vamos voltar. De imediato, estamos estudando com a federação italiana e com a federação polonesa algumas interações, talvez o campeão de lá contra o campeão daqui. Vamos ouvir os clubes, nos reunir com eles. Nós queremos ouvir todos. A CBV vai continuar investindo na Superliga, que é o nosso produto Premium”, declarou Baka, em entrevista ao globoesporte.com

A Superliga chegou a ter seu jogo das estrelas na década de 90, mas de uma hora para outra o evento foi deixado de lado. Tudo indica que a boa aceitação de público e mídia em relação ao que o NBB fez nesta temporada ligou o sinal na CBV, que vem dando um pouco mais de abertura aos clubes em relação a como a competição pode evoluir a cada edição.

foto: CBV/Inovafoto/Wander Roberto

(Superliga) Sábado de duelo entre Sada/Cruzeiro e Brasil Kirin em Contagem

Neste sábado, às 21h30min, o Sada/Cruzeiro enfrenta o Brasil Kirin, no ginásio do Riacho, em Contagem, pelo terceiro jogo da serie melhor de cinco das semifinais da Superliga 2016/2017. Como venceu as duas primeiras partidas, o time mineiro garante vaga na decisão se ganhar novamente, enquanto a equipe de Campinas precisa do resultado positivo para forçar um novo confronto. O duelo terá transmissão do Sportv.

Apesar de ter uma boa vantagem no confronto, a palavra de ordem no time mineiro é concentração, que deve ser total no confronto deste sábado. O técnico Marcelo Mendez conhece muito bem o elenco que tem nas mãos e sabe que a ansiedade pode atrapalhar, mesmo em um time repleto de jogadores experientes. Além disso, o adversário vem para o tudo ou nada, o que sempre pode ser perigoso.

“Tranquilidade não tem nunca. Mas nós temos jogado bem, estamos nos apresentando bem nesta reta final da Superliga. A equipe está fechada, está bem certinha, estamos treinando muito e tudo isso faz com que a gente consiga desempenhar melhor o nosso papel dentro de quadra. E agora vamos tentar fechar este terceiro jogo. Para nós, sábado já é uma decisão”, ressaltou o ponteiro Filipe.

“Eu acho que nesta partida o time de Campinas vai estar mais solto, sem responsabilidade, e o nosso time na mesma pegada de sempre. As mudanças devem ser muito mais do time deles do que do nosso. A gente quer fechar a série agora e vamos trabalhar do mesmo jeito que fizemos nas últimas partidas”, afirmou o líbero Serginho.

O Brasil Kirin joga pela sobrevivência na Superliga e apesar dos tropeços nas duas primeiras partidas, os campineiros seguem confiantes em busca da vitória. O técnico Horacio Dileo entende que o time precisa ter mais calma em alguns momentos da partida, mas que agora quem sacar bem e tiver tranquilidade vai se sair melhor deste confronto que reedita a final da temporada passada.

“Fizemos duas boas partidas, jogando bem, impondo nosso volume de jogo. Queremos continuar a série e, claro, seguir lutando por uma vaga na final. Tivemos mais uma semana boa de trabalho e estamos preparados, prontos para mais um grande desafio”, comentou o líbero Tiago Brendle. 

“Iremos para o terceiro jogo com a mesma energia, mesma vontade, dos outros duelos. Não tem jeito. A missão não é fácil, mas sabemos que temos capacidade de ir para lá e conquistar a vitória (...) Vamos precisar forçar, mostrar agressividade, especialmente no saque. É preciso ter calma, saber jogar com sabedoria e aproveitar bem as oportunidades que aparecerão. Será mais um jogo resolvido no detalhe, por isto, temos que errar o mínimo possível”, acrescentou o técnico Horacio Dileo.

Equipes:

Sada/Cruzeiro: William, Evandro, Isac, Simon, Filipe, Leal e Serginho (líbero)
técnico: Marcelo Mendez

Brasil Kirin: Rodriguinho, Rivaldo, Vini, Maurício Souza, Diogo, Bruno Temponi e Tiago Brendle (líbero)
técnico: Horacio Dileo

foto: Renato Araujo/Sada/Cruzeiro & João Neto/Vôlei Brasil Kirin

Bolívar bate UPCN e volta a conquistar o título do Campeonato Argentino

Não faltou emoção na decisão do Campeonato Argentino. Após quatro jogos, com duas vitórias para cada clube, Personal Bolívar e UPCN voltaram a se encontrar para a partida decisiva no ginásio da República da Venezuela, que estava incrivelmente lotado. Com o oposto australiano Thomas Edgar inspirado, os comandados de Javier Weber venceram por 3 sets a 0, parciais de 25/23, 25/23 e 25/19, conquistando assim o título nacional.

Mais de três mil pessoas estiveram nas arquibancadas para torcer e empurrar o Personal Bolívar para um título que não acontecia desde a temporada 2009/2010. O primeiro set iniciou equilibrado, com as duas equipes disputando ponto a ponto, até Aleksiev colocar os donos da casa em vantagem de 14 a 11. Após pedido de tempo de Fabian Armoa, a UPCN melhorou em quadra e encostou 20 a 18, sendo que o bloqueio dos visitantes tinha dificuldades em parar o ataque adversário. No final, Thomas Edgar apareceu para definir a parcial em 25 a 23.

O segundo set começou com as equipes errando demais no saque, mas aproveitando o side-out, o que deixava a partida bem equilibrada: 8 a 6. O central Crer fazia a diferença no bloqueio, abrindo 10 a 7 no placar, mas do outro lado, estava Uchikov, que não deixava os donos da casa se distanciarem: 16 a 15. A pequena diferença foi se mantendo durante toda a parcial, quando Gustavão deixou tudo igual para a UPCN 23 a 23, porém Gauna foi decisivo e importante para o Bolívar fechar novamente em 25 a 23.

A terceira parcial iniciou com a mesma intensidade dos anteriores e com os dois clubes disputando cada bola como se fosse a última. Com 8 a 7 para os donos na casa no placar, o que se via era uma partida tensa, onde qualquer erro poderia fazer a diferença e após alguns vacilos da UPC, o Bolívar abriu 13 a 8. Os visitantes não conseguiram na sequência se encontrarem em quadra, o que fez os comandados de Javier Weber dominar as ações e fechar o duelo em 25 a 19.

Esse foi o sétimo título do Bolívar no Campeonato Argentino, o que faz a equipe ser a maior campeão da competição. De quebra, o time de Javier Weber conseguiu terminar com a hegemonia da UPCN, que venceu as seis últimas edições

Equipes:

Personal Bolívar: Demián González, Tomas Edgar, Gauna, Crer, Piá, Aleksiev e Alexis González (líbero)
entraram: Kukartsev, Chirivino e Patti
técnico: Javier Weber

UPCN: Brajkovic, Uchikov, Gustavão, Martín Ramos, Filardi, Lazo e Garrocq (líbero)
entraram: Guzmán, Kingard, Vildosola e Matías Salvo
técnico: Fabian Armoa

foto: Bolívar/Divulgação